TATTO, Jilmar

Jilmar Augustinho Tatto nasceu em Corbélia (PR) no dia 25 de junho de 1965, filho de Jácomo Tatto e de Inês Fontana Tatto, pequenos agricultores.

Mudou-se para a cidade de São Paulo junto com a família no final da década de 1970. Formou-se em história na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Moema (SP) e logo em seguida começou a trabalhar como professor. Iniciou sua militância política com a participação nos movimentos populares na Zona Sul da cidade de São Paulo e nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Igreja Católica. Em 1981 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), e com apenas 30 anos de idade foi eleito presidente municipal do PT paulistano para o biênio 1995-1996.

Nas eleições de 1998 foi eleito deputado estadual em São Paulo na legenda do PT. Em 2001 assumiu a Secretaria de Abastecimento da Prefeitura de São Paulo na gestão da prefeita Marta Suplicy, também do PT. Em 2002 assumiu a Secretaria de Implantação das Subprefeituras. Depois veio a assumir também as secretarias de Transportes e de Governo. Entre as várias iniciativas que coordenou incluiu-se a implementação do Bilhete Único no sistema de transporte coletivo feito por ônibus, com o qual o passageiro realizava viagens pagando somente o valor de uma passagem pelo período de duas horas.

Nas eleições de 2006 foi eleito deputado federal por São Paulo na legenda do PT. Iniciada a legislatura em fevereiro de 2007, foi escolhido vice-líder do PT e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Foi também membro titular da Comissão de Turismo e Desporto, da Comissão de Viação e Transportes, da comissão especial que analisou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n. 336/09, sobre a recomposição das Câmaras Municipais, e da comissão especial que analisou o Projeto de Lei (PL) n. 694/95, sobre transporte coletivo urbano. Ainda em 2007 votou a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), projeto que foi rejeitado pelo Senado no final do ano, e participou do Processo de Eleição Direta (PED) do PT como candidato à presidência nacional do partido na chapa “Partido é Pra Lutar”. Passou para o segundo turno do pleito, mas foi derrotado por Ricardo Berzoini. Na composição da nova executiva nacional, no final do PED/2007, tornou-se terceiro vice-presidente do PT.

Em junho de 2008 votou a favor da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que a oposição ao governo de Luís Inácio Lula da Silva definiu com uma tentativa de recriação da CPMF. Apesar de ter sido aprovado na Câmara, o projeto não recebeu a aprovação do Senado. Em 2009 foi indicado terceiro vice-presidente da comissão especial que analisou o PL n. 5.939/2009, que autorizava o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (Petro-Sal), para a exploração das reservas petrolíferas das camadas geológicas do pré-sal.

Foi sócio e diretor da empresa Asteca Consultoria.