TRINDADE, Maurício
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Maurício Gonçalves Trindade nasceu em Salvador no dia 10 de setembro de 1962, filho de José Cardoso Trindade e Alayde Gonçalves Trindade. Formou-se em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1985, e em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) em 1987. Exerceu a medicina em várias instituições e empresas de Salvador. Foi também Diretor de Operações da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) de Salvador, em 1992 e 1993.
Ingressou na política obtendo uma suplência de vereador por Salvador na legenda do Partido Progressista Brasileiro (PPB) nas eleições de 1992. Assumiu o mandato em 1995. Em 1996 foi eleito para a câmara municipal de Salvador.
Em 2001 migrou para Partido Social Cristão (PSC), legenda pela qual foi reeleito vereador nas eleições de 2000. Nas eleições de 2002, elegeu-se deputado estadual pela Bahia, agora na legenda do Partido Social Trabalhista (PST). No ano seguinte, porém, transferiu-se para o Partido da Social Democracia Brasileira, pelo qual foi lançado candidato a vice-prefeito de Salvador na chapa encabeçada pelo pedetista João Henrique para o pleito municipal de 2004. Em julho daquele ano, porém, Trindade optou pela renúncia após terem sido noticiadas em jornal local denúncias de extorsão supostamente praticadas por ele quando vereador. Dias depois, sob ameaça de expulsão do partido, solicitou a desfiliação do PSDB, tendo migrado para o Partido Liberal (PL).
Na nova legenda, foi eleito em 2006 para a Câmara dos Deputados, tendo sido empossado na legislatura iniciada em fevereiro de 2007, já agora na legenda do Partido da República (PR), oriundo da fusão do antigo PL com o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PRONA). Na Câmara, fez parte da Comissão Permanente de Seguridade Social e Família, como titular, e tornou-se também vice-presidente da Subcomissão Especial da Saúde da Mulher e Planejamento Familiar.
Foi também coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Planejamento Familiar, e sobre a questão do aborto, mostrou-se favorável à realização de consulta popular, através de um plebiscito, para resolver a questão. Em fevereiro de 2009 Trindade foi presidente da Associação de Amizade Parlamentar Brasil-Itália e intercedeu, reiterando a posição do Congresso italiano, a favor da extradição do ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Cesare Battisti, preso então no Brasil.
Foi reeleito nas eleições de 2010 e reempossado na legislatura iniciada em fevereiro de 2011, quando passou a integrar a Comissão Permanente de Finanças e Tributação (CFT). Em Janeiro de 2013, licenciou-se do exercício parlamentar para assumir o cargo de secretário de desenvolvimento social da prefeitura de Salvador. Ainda no ano de 2013, em outubro, anunciou sua saída do PR para ingressar no Partido Republicano da Ordem Social (PROS), então recém-fundado em processo que contou com a sua participação. Começou o curso de Direito na Universidade Católica de Salvador (UCSAL) em 2003.
Casou-se com Sônia Gonçalves Trindade, com quem tem um filho.