VIANA, Arnaldo

Arnaldo França Viana nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ), no dia 4 de novembro de 1947, filho de Arnaldo Rosa Viana e Amélia de Abreu França Viana.

Bacharelou-se em medicina na Faculdade de Medicina de Campos em 1972. Realizou sua residência médica no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro. Fez pós-graduação em neurocirurgia na Alemanha. Especializou-se em quatro cursos de pós-graduação lato sensu na Fundação Getúlio Vargas: Master Business Administration (MBA) em Gestão Hospitalar, MBA em Gestão Municipal, MBA em Autoria Hospitalar, MBA em Saúde Coletiva.

Foi diretor-clínico no Hospital da Beneficência Portuguesa de Campos entre 1984 e 1989 e diretor-geral do Hospital Ferreira Machado entre 1989 e 1992.

Em 1992 foi eleito vereador de Campos na legenda do Partido Democrático Brasileiro (PDT). Em 1996, foi eleito vice-prefeito de Campos na chapa encabeçada por Anthony Garotinho. No ano seguinte, assumiu a Secretaria Municipal de Governo e presidiu o Conselho Municipal de Saúde até 1998.

Com a renúncia de Garotinho ainda em 1998 para candidatar-se ao governo do estado, Arnaldo Viana foi empossado prefeito de Campos. Nessa condição, assumiu a presidência do Consórcio da Bacia do Rio Itabapoana, ligado ao Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Itabapoana, conhecido como Projeto Managé, função que exerceria até 2003, e a presidência da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás da Bacia de Campos (OMPETRO) de 2000 a 2002. No pleito de 2000 foi reeleito.

No ano seguinte, rompeu com Anthony Garotinho e na eleição de 2004 apoiou Carlos Alberto Campista que disputou e venceu o segundo turno contra o candidato e aliado de Garotinho, Geraldo Pudim. Durante o período eleitoral, Arnaldo Viana foi acusado de ter superfaturado shows feitos para promover a candidatura de Campista, o que levou o Ministério Público a conseguir seu afastamento da prefeitura. Contudo, poucos dias depois o Supremo Tribunal Federal (STF) reconduziu Viana ao cargo. Deixou o cargo em dezembro de 2004 e no ano seguinte foi empossado presidente do PDT em Campos.

Em outubro de 2006, foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, tendo sido o mais votado na legenda do PDT no estado fluminense. Assumiu o mandato em fevereiro de 2007 e integrou a Comissão Permanente de Minas e Energia, a Comissão Permanente de Seguridade Social e Família e a Comissão Permanente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Votou a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que acabou extinta em votação no Senado.

No pleito de 2008, candidatou-se novamente a prefeito de Campos na legenda do PDT. Durante a campanha, teve seu registro cassado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro. Arnaldo Viana apresentou recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou a decisão da instância regional e deferiu a candidatura. Em outubro, disputou a eleição e conseguiu votos suficientes para concorrer em segundo turno contra a candidata Rosinha Garotinho, que foi a vencedora. Voltou ao exercício do mandato de deputado federal.

Em 2010, assumiu a vice-liderança do PDT na Câmara e lançou candidatura a um novo mandato legislativo nas eleições de outubro. No mês de Agosto, porém, teve o registro novamente indeferido, tendo concorrido sob judice, enquanto o recurso era encaminhado a julgamento. Na ocasião do pleito, obteve mais de 50 mil votos, mas o registro foi negado pelo TSE com base em um parecer contrário do Tribunal de Contas da União (TCU) relativo ao período em que foi prefeito. Sem mandato, deixou a Câmara ao fim da legislatura, em Janeiro de 2011.

No ano seguinte, tentou mais uma vez disputar a prefeitura de Campos nas eleições municipais de Outubro, mas não obteve êxito no registro da candidatura.

Foi também membro da Academia Brasileira de Neurocirurgia.

Casado com Ilsan Maria Vianna dos Santos, vereadora de Campos eleita em 2008. Teve um filho.