Associação Nacional de Jornais (ANJ)
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Associação representativa dos jornais brasileiros, com sede em Brasília, fundada em 17 de agosto de 1979 por dez editores donos de jornais reunidos em uma sala do jornal O Dia, no Rio de Janeiro. Entre seus objetivos, definidos em estatuto, incluem-se a defesa das liberdades de expressão e de imprensa e a representação dos interesses dos jornais junto ao poder público. Em 2009 a ANJ era presidida por Judith Brito, representante da Folha de S. Paulo, e integrada por mais de 140 jornais de todos os estados brasileiros, responsáveis por cerca de 90% da circulação diária de periódicos no país.
Duas das principais batalhas públicas da ANJ na primeira década do século XXI foram a oposição à criação do Conselho Federal de Jornalismo, proposta do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-) que contava com o apoio da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), e a defesa da revogação da Lei de Imprensa, editada ainda durante o regime militar. A ANJ entendia que a profissão de jornalista não deveria estar sujeita a um conselho, pois considerava tal vinculação um perigo à liberdade de expressão. O projeto de criação do conselho foi rechaçado no Congresso Nacional em 2002, tal como defendido pela ANJ. Já em abril de 2009, a Lei de Imprensa foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal.
Em agosto do mesmo ano, somando-se a outras cinco entidades representativas do empresariado de mídia, a ANJ anunciou seu desligamento da comissão organizadora da Conferência Nacional de Comunicação, anunciada em janeiro de 2009 e convocada oficialmente em abril para ser realizada em dezembro. A conferência encaixava-se no modelo de conferências que vinham sendo realizadas nos mais diversos setores naquele período, e seria a primeira sobre comunicação. A nota anunciando o desligamento afirmava que a saída ocorria porque as entidades signatárias entendiam estar atrapalhando os debates da comissão organizadora da conferência.