Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)

A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), fundada em Brasília, em 29 de junho de 2005, é fruto da reorganização sindical instaurada já no primeiro mandato do presidente Luis Inácio Lula da Silva (2002-2006). Ela surgiu da articulação e associação entre algumas das confederações já existentes na estrutura sindical corporativa oficial.

Nesse contexto, o sindicalismo brasileiro passou, como em outras épocas, por um processo de re-ordenamento político-organizacional. Por um lado, isso se deve aos desacordos e tensões já históricos entre algumas de suas forças internas. Por outro, tendo em vista a reorganização sindical, proposta pelo governo Lula a partir do Fórum Nacional do Trabalho (FNT), pela via da chamada “Reforma Sindical”. Em uma de suas vertentes implementadas, as centrais passaram a ser reconhecidas e ter acesso a recursos, oriundos de parcelas do imposto sindical, anteriormente vetados. Com isso, muitas correntes sindicais buscaram se adequar a esta nova realidade, criando centrais.

A NCST, segundo dados da central, é composta por 7 confederações sindicais, 136 federações, cerca de 3.000 sindicatos, e representando o que seriam 12 milhões de trabalhadores em todo país. Entre suas bandeiras de luta estão a defesa: da unicidade sindical, da contribuição compulsória para sustentação das entidades sindicais, do sistema confederativo de representação sindical, do artigo 8º da Constituição Federal, de um Brasil com emprego, desenvolvimento econômico e juros baixos.

Na abertura do congresso de fundação da NCST, entre outros presentes, estiveram o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos, presidente do Congresso de fundação, os presidentes da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos dos Santos; da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), Moacyr Roberto Auersvald; da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Transportes Terrestres (CNTTT), Omar Gomes; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Alimentação (CNTA), Artur Bueno; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e Cultura (CNTEEC), Miguel Abrão; e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), José de Almeida; além dos presidentes de federações de trabalhadores ligados àquelas confederações. Segundo dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), em 2008, a NCST tinha a terceira posição entre as centrais, com 19,97% de entidades sindicais filiadas.