DIAS, Alvaro
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Luciana Pinheiro |
Álvaro Costa Dias nasceu na cidade de Caicó (RN), no dia 04 de setembro de 1959, filho de Adjuto Dias de Araújo e Cleonice Costa Dias.
Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1983 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1987. Dois anos após, ingressou na vida política como vice-prefeito de Caicó, cargo que assumiu em paralelo ao de secretário municipal de saúde do mesmo município.
Em 1990 disputou as eleições como candidato a deputado estadual e foi eleito para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, para a qual veio a ser reeleito por outras duas vezes consecutivas, nos pleitos de 1994 e 1998. Nas eleições de 2002 candidatou-se a deputado federal e obteve a segunda melhor votação de seu estado para a Câmara dos Deputados, com 138.241 votos.
Em 2003, ano em que tomou posse no Congresso, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em agosto, por ocasião da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, foi contrário à proposta apresentada pelo Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), aprovada em dois turnos pelo Congresso e encaminhada à decisão ao Senado Federal. Em dezembro o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB), promulgou a emenda constitucional que alterou o sistema previdenciário do país, especialmente quanto às regras relativas a aposentadorias e pensões, previdência complementar, paridade entre funcionários públicos ativos e inativos, e contribuição de estados e municípios.
No ano de 2004 foi eleito Vice-Líder do PDT e tornou-se titular de comissões especiais que avaliaram propostas de emenda constitucional (PEC) sobre reeleição para as mesas da Câmara e do Senado, sobre proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais da juventude, e sobre a possibilidade de os militares acumularem remuneração de cargo de professor, cargo técnico ou científico ou de cargo privativo de profissionais de saúde.
Em 2005, ano em que foi eleito primeiro vice-líder de seu partido, atuou também como membro titular de duas comissões permanentes na Câmara: Agricultura e Política Rural, e Educação e Cultura. Em abril foi escolhido para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar supostas irregularidades na privatização do setor elétrico, identificadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a privatização da Eletropaulo. A CPI, no entanto, foi extinta poucos meses depois por não ter concluído seus trabalhos no prazo determinado, nem ter solicitado prorrogação.
No pleito eleitoral de outubro de 2006, candidatou-se novamente ao cargo de deputado estadual e foi eleito para seu quarto mandato na Assembleia Legislativa potiguar, com 40.040 votos. Em 2007, sua esposa, a juíza eleitoral Amanda Diógenes, foi processada pelo Ministério Publico Federal por retardar um processo em benefício de um aliado político do cônjuge.
Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Rio Grande do Norte, na chapa encabeçada por Carlos Eduardo, também do PDT. Porém, não obtiveram êxito, ficando com a terceira colocação.
No ano seguinte, desfiliou-se do PDT e migrou de volta para o PMDB. Não foi candidato a cargo eletivo no pleito de 2012. Em seguida, assumiu o comando de um programa de rádio no RN.
Casou-se com a juíza Amanda Grace Diógenes Freitas Costa Dias e teve quatro filhos.