AMARANTE, Stélio Marcos

Stélio Marcos Amarante nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 3 de janeiro de 1942, filho de Jurandir Marcos Amarante e de Ester de Castilho Amarante.

Em 1963, quando cursava a Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, recebeu o prêmio de viagem à Alemanha Ocidental no concurso “O Muro de Berlim”, organizado pelo jornal O Globo e pela embaixada daquele país. Bacharel em 1964, no ano seguinte ingressou no curso preparatório à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco, formando-se em março de 1967 como terceiro-secretário. Nos anos seguintes, foi assistente na Divisão Jurídica (1967), chefe do Setor Financeiro da Divisão do Pessoal (1967) e assistente da Divisão de Feiras e Exposições (1968) do Ministério das Relações Exteriores.

Em 1970, já promovido a segundo-secretário, foi removido para a embaixada do Brasil na Suíça. Permaneceu em Berna até 1973, quando foi transferido para Bogotá. No mesmo ano, publicou o artigo O mercado helvético para produtos brasileiros, em edição especial da revista BANAS, dedicada à “Expo Suíça 73”, em São Paulo. De Bogotá foi para Teerã, em 1975, e em novembro foi promovido a primeiro-secretário. De volta ao Brasil, exerceu as funções de coordenador técnico no Departamento de Administração em 1977 e, no ano seguinte, de coordenador de Acompanhamento de Planos Nacionais da Secretaria Geral.

Promovido a conselheiro em março de 1979, foi enviado para a embaixada brasileira em Portugal. Retornou a Brasília em 1982, quando realizou o curso de altos estudos do Instituto Rio Branco e publicou o trabalho As relações de Portugal com os países lusófonos de África: histórico, influência econômica e reflexos sobre a política brasileira de aproximação com os mesmos. Em 1983 tornou-se conselheiro na embaixada em Buenos Aires e no ano seguinte chefiou a delegação brasileira à XXXVI Reunião da Comissão Internacional da Baleia. De 1985 a 1986, foi chefe e secretário-executivo do Grupo de Coordenação do Comércio com os Países Socialistas da Europa Oriental (Coleste), na Divisão da Europa-II, e posteriormente, chefe da Divisão da Europa-I.

Foi promovido a ministro de segunda classe em junho de 1987 e nomeado chefe da delegação do Brasil que participou da II Reunião da Comissão Mista Brasil-Finlândia de Cooperação Econômica, em 1988. No ano seguinte assumiu o posto de ministro-conselheiro na embaixada brasileira em Bonn, e em 1991 foi transferido para a embaixada em Santiago. Promovido a ministro de primeira classe em junho de 1997, foi nomeado em 1998 embaixador do Brasil na Bolívia. Deixou La Paz em 2003 e nesse mesmo ano foi nomeado embaixador em Dublin, na Irlanda.