MURAD, Jamil
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Mariana Joffily |
Jamil Murad nasceu em Ubarana (SP) no dia 20 de fevereiro de 1943, filho de Emídio Murad e de Hadige Murad.
Formou-se médico nefrologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, em 1968. Ainda estudante, participou do Centro Acadêmico, envolvendo-se nos debates e nas mobilizações pela reforma universitária. Em 1968 ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), então na clandestinidade. Depois de formado trabalhou no Hospital das Clínicas, no Hospital do Servidor Público Estadual e no Hospital Brasileiro. Em 1976 filiou-se ao Sindicato dos Médicos. Incorporou-se ao Movimento de Renovação Médica, que conquistou a diretoria do sindicato em 1978, e foi diretor da entidade por quatro mandatos seguidos, de 1978 a 1989. Foi um dos organizadores e diretor do Pró-Central Única dos Trabalhadores e esteve envolvido nas discussões que levaram à construção do Sistema Único de Saúde (SUS).
Elegeu-se deputado estadual pela primeira vez em 1990, na legenda do PCdoB, e reelegeu-se em 1994 e em 1998. Foi autor do projeto que proibiu as bombas de auto-serviço nos postos de gasolina do estado de São Paulo – visando a impedir a demissão de trabalhadores de postos de gasolina –, do que garantiu a meia-entrada em eventos culturais e esportivos para os estudantes secundaristas e universitários de São Paulo, e ainda do projeto SOS Racismo. Durante a legislatura 1999-2003, apresentou e aprovou em plenário o projeto de lei que criava a Universidade Pública da Zona Leste. O projeto foi vetado em 2001 pelo, então governador, Geraldo Alckmin, e foi recriado sob forma da USP Leste.
Em 2002, elegeu-se deputado federal por São Paulo, novamente na legenda do PCdoB. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003 e fez parte da bancada de apoio ao presidente Luís Inácio Lula da Silva. Participou da Frente Parlamentar de Saúde e de várias comissões parlamentares de inquérito, tais como a dos Planos de Saúde, a dos Correios e a da Violência no Campo. Durante a legislatura, integrou, em 2003, a comissão de deputados federais brasileiros enviados ao Iraque para avaliar a situação no país. Em 2005, como secretário-geral da Liga Parlamentar Árabe-Brasileira, viajou juntamente com a delegação brasileira para acompanhar as eleições palestinas para a escolha do sucessor de Yasser Arafat.
Em 2006, tentou a reeleição, masobteve apenas aa suplência.
Retornou à atividade política em 2008, quando foi eleito vereador na cidade de São Paulo.
Ainda filiado no Partido Comunista do Brasil, em 2012, tentou mais um mandato como vereador de São Paulo, tendo obtido uma suplência. No mesmo ano, assumiu a Comissão da Saúde do Município de São Paulo. No início de 2013, assumiu a presidência do PCdoB de São Paulo.
Casou em 1969 com Ana Consuelo Garcia Perez Murad, de quem posteriormente se separou. Teve uma filha. Em 1978 contraiu segundas núpcias com a médica nefrologista Julia dos Santos Roland.
Publicou A privatização da dor (1997) e Palestina ao vivo. Relato da viagem parlamentar oficial aos territórios ocupados (2005).