ARGÔLO, Luiz
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João Luiz Correia Argôlo dos Santos nasceu em Entre Rios (BA) no dia 23 de junho de 1980, filho de Manoelito Argôlo dos Santos e de Vera Lúcia de Barros Correia. Seu pai foi prefeito daquele município por vários mandatos. Na vizinha Cardeal da Silva (BA), seu irmão, Manoelito Júnior conquistou a prefeitura em 2000 e permaneceu por mais um mandato a frente do município, até 2008.
Cursou o primário em Alagoinhas (BA) no Colégio Santíssimo Sacramento e o secundário no Colégio Drummond, em Salvador, onde também iniciou sem concluir o curso de administração pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) e de administração pública pela Universidade Regional da Bahia (Unirb). Profissionalmente, atuou como pecuarista e sócio em empresas locais.
Em sua cidade natal, Entre Rios, foi vereador (2001-2004), tendo assumido a presidência da Câmara Municipal (2001-2004) e interinamente a prefeitura, em 2001. Até 2001, foi filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), mas naquele ano, primeiro como vereador, migrou para o Partido Progressista (PP). Por essa legenda, foi eleito deputado estadual e cumpriu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nas legislaturas 2003-2007 e 2007-2011.
Na ALBA, foi membro de diferentes comissões, tendo presidido a destinada às questões de agricultura e política rural e atuado como vice-líder de seu partido na Casa. Embora sua família tenha integrado na Bahia a base de apoio ao “carlismo” – corrente política de Antonio Carlos Magalhães (PFL) -, esteve entre os membros do PP que, em 2006, articularam a aproximação do PP com o governador Jaques Wagner, do PT, bem como a composição do partido na base de apoio ao governo federal.
Foi em coligação composta pelo PP, PT e mais cinco partidos, inclusive, que lançou-se candidato nas eleições de Outubro de 2010, quando pleiteou vaga no Legislativo Federal. Na ocasião, recebeu 68 mil votos e, com isso, pôde ser empossado na Câmara dos Deputados em Fevereiro de 2011. Na 54ª legislatura, que se iniciava, integrou a Comissão Permanente de Viação e Transportes, bem como a Comissão Externa designada para a avaliação do projeto de transposição do Rio São Francisco. Defendeu, no Congresso, que o governo federal perdoasse dívidas de cidades e produtores rurais acometidos pelos efeitos da seca no Nordeste e, colocou-se favorável também à distribuição dos recursos provenientes dos royalties do petróleo, o que classificou como uma forma de reequilibrar finanças no pacto federativo, em meio às manifestações de descontentamento por parte de representantes dos estados produtores.
Em março de 2012, foi autor de requerimentos para a criação de subcomissões na Comissão de Viação e Transportes para fiscalizar e propor ações junto ao governo federal com vistas à reforma nas regras da exploração de transportes de passageiros e de cargas. Propôs também a realização de audiências públicas entre autoridades do Executivo e a Subcomissão de Regulação dos Transportes, a fim de discutir mecanismos de desburocratização da infraestrutura logística do país, bem como a reformulação de marcos regulatórios do setor. Ademais, em 2012, também solicitou, no âmbito da Comissão de Minas e Energia, audiências públicas para tratar da produção da energia eólica no país.
No ano de 2013, deixou os quadros do PP para migrar para o então recém-fundado partido Solidariedade (SD).
Solteiro, não teve filhos.