BARBOSA, Silval

Silval Barbosa nasceu Borrazópolis (PR) no dia 26 de abril de 1961, filho de Antônio da Cunha Barbosa e Joana Cunha Barbosa.

No ano de 1977, mudou-se para o norte do estado do Mato Grosso, tendo sido um dos pioneiros entre os produtores rurais e comerciantes que colonizaram cidades como Matupá, Guarantã do Norte, Itaúba, Marcelândia e Novo Mundo, na segunda metade dos anos 1970. O seu primeiro cargo público foi como prefeito do município de Matupá (norte do estado, a 720 km da capital Cuiabá), entre os anos de 1993 e 1996.

Nas eleições de 1998, elegeu-se deputado estadual pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), para a 15ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso (ALMT, 1999-2003), com 14.034 votos (1,58% da votação válida), e foi empossado no dia 1º de fevereiro de 1999. Ao longo desse mandato, foi autor da Lei N° 7.238/1999, que isentou do pagamento da Taxa de Inscrição de Produtor Rural, junto às Exatorias Estaduais, os assentados em projetos de reforma agrária no estado do Mato Grosso. Também foi o propositor da Lei N° 7.650/2002, que instituiu a isenção de pagamento de Taxa de Emissão da Primeira Via do Registro Geral de Identificação; e da Lei N° 7.764/2002, que impôs, aos prestadores de serviços de telecomunicações no estado, a obrigatoriedade de manter cadastro atualizado de usuários de telefones celulares pré-pagos.

Reelegeu-se nas eleições de 2002 para novo mandato de deputado estadual de Mato Grosso (2003-2007), novamente pelo PTB, tendo obtido 24.642 votos (1,92% da votação válida). Em 2003, foi escolhido para o posto de primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, permanecendo até o ano seguinte. Em 2004, foi nomeado presidente da Mesa Diretora da ALMT, cargo que ocupou até 2006.

Dentre as leis de sua autoria aprovadas nesse segundo mandato, consta a Lei Complementar N° 131/2003, que instituiu o Estatuto da Pessoa Idosa no estado de Mato Grosso, prevendo ações na área de previdência social, saúde, trabalho, habitação e urbanismo, dentre outras. Também é de sua autoria a Lei N° 8.590/2006, que alterou a Lei N° 7.263/2000 (que criou o Fundo de Transporte e Habitação de Mato Grosso), e incluiu obrigações para contribuintes que promovem saídas de produtos agrícolas e da pecuária no estado, além de definir substitutos tributários em operações com combustíveis.

Nas eleições de 2006, elegeu-se vice-governador de Mato Grosso na chapa do candidato Blairo Maggi (Partido Popular Socialista - PPS), que recebeu 922.765 votos (65,3% da votação válida). Em 2008, concluiu a graduação em Direito pela Universidade de Cuiabá (Unic), mas só recebeu o diploma em cerimônia no Palácio Paiaguás (sede do executivo estadual) no dia 30 de junho de 2010. No ano de 2009, representou o estado no Fórum Global de Governadores sobre Clima e Florestas, realizado na Califórnia (EUA), e que debateu a transição para a economia verde, por meio de políticas de redução de emissões de carbono, como aumento do uso de energia limpa e recursos renováveis.

No dia 31 de março de 2010, tornou-se governador de Mato Grosso, após Blairo Maggi se desligar do cargo para concorrer nas eleições daquele ano a uma vaga no Senado. Nesse primeiro ano de governo, deu grande destaque à descoberta de um dos maiores depósitos de minério de ferro do mundo, com 11,5 bilhões de toneladas; além de 430 milhões de toneladas de fosfato. Na ocasião, o governador declarou que os novos depósitos eram o “pré-sal” de Mato Grosso, em referência às recentes descobertas de petróleo em águas profundas localizadas na costa brasileira.

Nas eleições do mesmo ano, elegeu-se para novo mandato (2011-2015) como governador de Mato Grosso, com um total de 759.805 votos, e tomou posse no dia 1° de fevereiro de 2011. No primeiro ano de seu segundo governo, enfrentou pressões do movimento que pretendeu subdividir o estado do Mato Grosso, com a formação do Estado do Araguaia, a partir de municípios emancipados ao norte. Ao longo dessa segunda gestão, foi alvo de inúmeras denúncias, como a de que seria proprietário de 73 emissoras de rádio e televisão e Mato Grosso, a maioria das quais estaria concentrada no norte do estado.

No dia 13 de janeiro de 2013, foi absolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) da acusação de usar a máquina pública indevidamente para favorecer a sua campanha eleitoral em 2010. No dia 20 de maio de 2014, no entanto, foi detido pela Polícia Federal por posse ilegal de arma de fogo, durante a operação Ararath, que investigou o seu suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. Silval Barbosa foi solto no mesmo dia, após pagar fiança de R$100 mil.

Durante esse segundo mandato, foi realizada a Copa do Mundo FIFA, nos meses de junho e julho de 2014. Para o evento, o governo estadual de Mato Grosso ficou responsável pela realização do estádio Arena Pantanal (único empreendimento finalizado dentro do prazo); e pela construção de três obras para impulsionar a mobilidade urbana na região de Cuiabá: obras viárias de acesso à arena; o corredor Mário Andreazza; e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

As obras do corredor Mário Andreazza tiveram início em outubro de 2011, com previsão inicial de conclusão para dezembro de 2013, e investimentos previstos de R$21.238.098,43. No entanto, já em 2012, o prazo foi ampliado em um ano; e, em dezembro de 2013, foram acrescentados mais R$5 milhões ao seu orçamento, além de nova extensão nos prazos para depois da realização do citado evento esportivo. Em setembro de 2014, as obras do corredor ganharam mais 150 dias para a sua concretização, e o orçamento total já era superior a 26 milhões de reais.

O VLT, cujo traçado ligaria a capital Cuiabá a Várzea Grande, teve as suas obras iniciadas em 2012, com orçamento de R$1,47 bilhão, com previsão inicial de entrega para março de 2014. No entanto, desentendimentos entre o governo estadual e o consórcio responsável pela construção do novo modal levaram à interrupção das obras; e o último prazo de conclusão divulgado prevê a entrada em operação somente em 2018.

Em pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) entre 23 de novembro e 2 de dezembro de 2013, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Silval Barbosa foi o sexto governador pior avaliado pela população, com 69% de rejeição popular. Em nova pesquisa do IBOPE, encomendada pela TV Centro América (Rede Globo) e divulgada em 19 de setembro de 2014, Barbosa foi quarto governador mais rejeitado do país, com 76% da população reprovando a sua administração.

No dia 9 de abril de 2015, a Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso apresentou, na Assembleia Legislativa, o balanço geral do segundo governo de Silval Barbosa, apontando um superávit orçamentário de R$181,8 milhões ao fim de seu mandato. O documento também apurou um superávit no Balanço Patrimonial do estado, com valor do ativo financeiro de R$3,8 bilhões no final de 2014. Descontadas as obrigações de curto prazo já assumidas, o governo estadual seguinte ficou com R$998 milhões em caixa para geração de despesas. No dia 5 de agosto, Silval Barbosa foi convocado pela ALMT para prestar esclarecimentos sobre os inúmeros atrasos e a não conclusão das obras do VLT.

Casou-se com Roseli Barbosa, que foi Secretária de Estado de Trabalho, Emprego Cidadania e Assistência Social (Setecs, rebatizada em 2011 como Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social - Setas) de Mato Grosso entre 2010 e 2015, com quem tem três filhos: Rodrigo, Carla e Ricardo.