COLNAGO, Cesar
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
| Autor(es) | Nelly de Freitas |
César Roberto Colnaghi nasceu em Itarana (ES), no dia 22 de julho de 1958, filho de José Colnaghi e Carolina Binda Colnaghi.
Cursou medicina na Universidade Federal do Espírito Santo em Vitória (ES) de 1977 a 1983. A seguir, fez a residência em medicina geral comunitária na mesma universidade e especializou-se em medicina do trabalho na Fundacentro em Vitória (ES) assim como em organização de Serviços de Saúde na Universidade Federal de Minas Gerais (MG). Participou do movimento estudantil, atuando na resistência contra a ditadura militar, e foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no estado do Espírito Santo. Ademais, atuou nos movimentos populares antes de concorrer ao primeiro mandato de vereador.
Exerceu a profissão de médico na Secretaria de Estado da Saúde em Vitória (ES) em 1984. No ano seguinte, foi médico do trabalho na Secretaria Municipal de Saúde de Serra (ES). Entre 1987 e 1988, atuou como secretário municipal de saúde na prefeitura municipal de Vitória (ES) e foi membro, e integrante do grupo técnico, Assistencial de Saúde e a Reforma Administrativa da Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, na mesma cidade em 1988. A seguir, foi secretário municipal de meio ambiente e educação na prefeitura municipal de Vitória (ES) entre 1993 e 1995 e, de 2007 a 2009, ocupou o cargo de secretário de estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, do Governo do estado do Espírito Santo na mesma cidade onde foi igualmente presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria de Estado da Agricultura.
Por duas vezes, foi eleito vereador de Vitória (ES) na legenda do PSDB, de 1993 a 1996 e de 1997 a 2000. Afiliado ao Partido Popular Socialista (PPS) entre 1997 e 2003, foi eleito novamente vereador de Vitória (ES) na legenda deste partido para o mandato 2000-2002. Veio ainda a ser eleito deputado estadual no Espírito Santo por duas vezes, na legenda do PPS para a legislatura compreendida entre 2003 e 2006 e, na legenda do PSDB, ao qual retornou em 2003, para o mandato que iniciou em 2007.
Candidato ao cargo de deputado federal nas eleições de Outubro de 2010, logrou ser eleito para a 54ª legislatura, como representante do estado do Espírito Santo na legenda do PSDB, com 80.728 votos. Empossado então em Fevereiro seguinte, logo nas primeiras semanas do mandato, posicionou-se contrário ao valor de R$ 545 estipulado pelo governo federal para o salário mínimo, tendo se juntado aos demais oposicionistas que defendiam um valor maior.
Assumiu posto de vice-líder do PSDB na Câmara e, como parte de sua atividade parlamentar, integrou, na condição de titular, a Comissão Permanente de Constituição e Justiça – CCJC -, bem como diversas comissões especiais, tal qual a que discutiu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 061/11, referente à desvinculação das receitas da União e também a dos Projetos de Lei (PL) 0323/07 e 2565/11, sobre a distribuição e aplicação dos recursos provenientes de royalties do petróleo, que suscitou intensos debates quanto aos direitos de estados produtores em função da descoberta de grandes reservas de petróleo e gás em águas profundas no litoral brasileiro. Sobre estes, criticou o que chamou de “luta fratricida” entre estados e municípios.
No ano de 2013, em meio à conjuntura de manifestações populares que tomaram as ruas do país, iniciados por descontentamentos com sucessivos aumentos nas tarifas de transporte público, participou da comissão que discutiu o PL 1927/03, relativo à desoneração tributária para os transportes, bem como posicionou-se contrário à PEC 37, que também foi pauta nos protestos e que pretendia limitar as prerrogativas de investigação do Ministério Público.
Na condição de opositor do governo federal, tentou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e supostos privilégios concedidos a grupos empresariais. Além disso, por sua formação profissional, esteve entre os que tomaram a frente nas críticas ao programa do governo federal denominado Mais Médicos, tendo argumentado que este não visaria um atendimento qualificado da população.
Casou-se com Vera Lúcia Saleme Colnago, com quem teve dois filhos.