CORRÊA FILHO, Eli
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Nelly de Freitas |
Adriano Eli Corrêa Filho nasceu em São Paulo (SP), no dia 13 de janeiro de 1976, filho de Eli Corrêa, radialista de São Paulo na rádio Capital AM e, de Ana Maria Pacolo.
Cursou Administração na Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo, formando-se em 2010. Assim como o pai, exerceu a profissão de radialista sendo conhecido como o Repórter do Povo, programa diário na Rádio Capital AM.
Filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), candidatou-se a um cargo político pela primeira vez em 1998, quando foi eleito deputado estadual com 59 mil votos. Empossado na Assembleia Legislativo do Estado de São Paulo (ALESP) no ano seguinte, integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou o não cumprimento da destinação mínima obrigatória de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino e avaliar as consequências de tal sonegação para a educação no estado. No mesmo período, passou a comandar um programa próprio na Rádio Capital 1040 AM, no qual interagia com a população paulista.
Reeleito em 2002, então com 114 mil votos, assumiu também a vice-presidência da Comissão de Defesa do Consumidor na ALESP, dando maior utilidade ao seu contato com a população, que tinha em seu programa de rádio um meio alternativo de pleitear o atendimento pelo estado. Não obteve êxito no tento de repetir o feito dos últimos pleitos em 2006, quando novamente candidato, recebeu 68 mil votos que lhe renderam apenas a condição de suplente. Com isso, deixou a ALESP ao fim do mandato, em Janeiro de 2007.
Neste mesmo ano, participou da refundação de seu partido, que passou a se chamar Democratas (DEM), no qual seguiu como membro. Por este, voltou ao exercício de atividade parlamentar na ALESP em 2009, em virtude do licenciamento de dois deputados para integrarem outros cargos de cunho executivo. Como deputado, integrou duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) instaladas no período: a dos Transportes Aéreos; e a da CDHU, que investigou fraudes em licitações para construção de moradias.
No ano seguinte, na ocasião das eleições gerais realizadas em Outubro, foi candidato a um mandato então no Legislativo Federal. Logrou êxito, com 124 mil votos, e, assim, deixou a ALESP para ser empossado na Câmara dos Deputados em Fevereiro de 2011. Iniciada a legislatura, integrou também a Comissão Permanente incumbida das temáticas de Defesa do Consumidor (CDC), tendo inclusive chegado à condição de vice-presidente da mesma. Atuou também na Comissão Especial destinada à discussão do Projeto de Lei (PL) 2126/11, conhecido pela alcunha de Marco Civil da Internet - por constituir-se como um marco regulatório para o uso das referidas redes.
Apoiou, no ano seguinte, a candidatura de José Serra (PSDB) à prefeitura de São Paulo, mas o postulante acabou sendo derrotado por Fernando Haddad (PT). Quando lançado movimento do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA-SP) que contestava a crescente presença de engenheiros estrangeiros no Brasil, deu seu apoio e foi convidado especial da sessão plenária realizada no em Dezembro de 2012. No âmbito do Legislativo Federal, solicitou audiência pública sobre a temática na Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados e, com a repercussão de tal atuação, foi nomeado coordenador na Frente Parlamentar criada para a pauta.
Em 2013, posicionou-se contrário à Proposta de Emenda à Constituição 37/2011, que limitava as prerrogativas de investigação do Ministério Público e que havia suscitado protestos em manifestações populares ocorridas no mesmo ano.
Casou-se com Francislene Assis de Almeida Corrêa, com quem tem duas filhas.