GABRILLI, Mara

Mara Cristina Gabrilli nasceu em São Paulo (SP) no dia 28 de setembro de 1967, filha de Luiz Alberto Ângelo Gabrilli Filho e Claúdia Myrna Marturano Gabrilli.

Formou-se em comunicação social, publicidade e propaganda pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo, em 1992, e em psicologia pela UNIP (Universidade Paulista), em 1993.

Em 1994, sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Fundou, em 1997, o Instituto Mara Gabrilli, Organização não-Governamental (ONG) “que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas e projetos sociais”, de acordo com o portal do instituto na internet.

Em 2003, filiou-se ao Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) e, entre 2005 e 2007, assumiu cargo na secretaria municipal da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida da capital paulista, a convite do então prefeito José Serra. Neste período, representou a secretaria na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

Foi candidata a um posto na Câmara dos Vereadores de São Paulo nas eleições municipais de 2008. Eleita, protocolou mais de 50 projetos de lei para melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência dos quais sete foram aprovados e se tornaram leis municipais, entre os quais: a criação da Central de Intérpretes de Libras e Guias-Intérpretes para Surdocegos; o projeto que tornou lei o Programa Municipal de Reabilitação da Pessoa com Deficiência Física e Auditiva, determinando a implantação de novos serviços de reabilitação em todas as subprefeituras da capital paulista; o Plano Emergencial de Calçadas, que prevê a reforma e revitalização das calçadas em vias estratégicas onde estão localizados os diversos órgãos públicos e privados essenciais à população – correios, escolas, hospitais, etc; e a que cria o Programa Censo Inclusão, para a realização de um levantamento detalhado com perfil socioeconômico dos cerca de 1,5 milhão de pessoas com deficiência que vivem na capital paulista.

Em 2010, lançou candidatura então ao Legislativo Federal, para o qual foi eleita deputada 160 mil votos. Empossada na Câmara, integrou, como titular, a Comissão de Educação, por dois anos, e a de Seguridade Social e Família, por outros dois. Além disso, participou da Comissão Especial designada para a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 090/11, referente à instituição do transporte como direito social e que havia ganhado relevância e repercussão em meio à conjuntura de manifestações populares que tomaram as ruas do país, iniciadas por descontentamentos com sucessivos aumentos nas tarifas de transporte público.

Reelegeu-se em Outubro de 2014 com 155 mil votos, que a possibilitaram assumir novo mandato em Fevereiro seguinte.

Para além da atuação política, que lhe rendeu homenagens como a eleição de Paulistana do Ano, pela revista Veja, em 2007, e a inclusão de seu nome entre os Cem Brasileiros Mais Influentes em 2008, segundo as revistas Isto É e Época, manteve colunas e artigos periódicos na revista TPM e também em jornais e portais de internet.

Publicou, em 2009, o livro Íntima desordem, que consistia em uma coletânea das 50 melhores crônicas escritas para a coluna mensal que assina na revista TPM, desde 2003. E, na condição de organizadora, lançou Manual de convivência: pessoas com deficiência e mobilidade reduzida (2007) e Cartilha da calçada cidadã (2010).