FOSTER, Graça
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Maria das Graças Silva Foster nasceu em Caratinga (MG) no dia 26 de agosto de 1953, filha de Terezinha Pena Silva.
Graça Foster, como ficou conhecida, graduou-se em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), fez mestrado em Engenharia Química e pós-graduação em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), além de MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ).
Sua trajetória profissional teve início em 1978, quando entrou como estagiária na Petrobras, trabalhou dois anos na Nuclebras antes de entrar definitivamente na empresa em que estagiava anteriormente, passando a ocupar, em 1981, o cargo de engenheira de perfuração da companhia. Ocupou cargos gerenciais na Petrobras, na Área de Gás e Energia e no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), bem como na Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia Brasil (Gasbol). No início dos anos 2000, quando gerente da Gasbol, conheceu Dilma Rousseff ao receber uma solicitação sua, então secretária de Energia do Rio Grande do Sul, para a implementação de um ramal adicional de gasoduto para o sul do Estado. Em 2003, quando Dilma assume o Ministério de Minas e Energia, leva consigo Graça Foster para tocar o dia a dia da pasta. Dessa forma, de janeiro de 2003 a setembro de 2005, Graça Foster exerceu a função de Secretária de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia e assumiu, por decretos da Presidência da República, então comandada por Luiz Inácio Lula da Silva, as funções de Secretária Executiva Nacional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp) e coordenadora interministerial do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. Em setembro de 2005, retorna ao Rio de Janeiro e assume a presidência da Petrobras Química S.A., ao mesmo tempo em que passa a desempenhar a função de gerente executiva de Petroquímica e Fertilizantes na Diretoria de Abastecimento da Petrobras.
Em maio de 2006 assume a presidência da Petrobras Distribuidora S.A., ficando no cargo até setembro de 2007, tendo também, nesse ultimo ano, acumulado o papel de diretora financeira.
No ano de 2007 assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras, substituindo Ildo Sauer, com o desafio de acalmar os ânimos entre a estatal e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), devido à falta de gás natural para atender a todos os segmentos do País e pelo fato das térmicas não receberem o insumo contratado para gerar eletricidade. Durante seu mandato, aumentou a rede de gasodutos, com o objetivo de para atingir mais mercados, o prejuízo em que se encontrava a companhia na sua chegada, de R$1,3 bilhão em 2007, foi reduzido para R$315 milhões em 2008 e revertido para um lucro de R$703 milhões em 2009. Além de seu papel na diretoria de Gás e Energia, foi, simultaneamente, presidente da Gaspetro (Petrobras Gás) e dos conselhos de administração da Gasbol e da Transportadora Associada de Gás, e membro dos conselhos de administração da Transpetro, da Petrobras Biocombustível, da Braskem e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP).
Em 2008 foi eleita executiva de finanças do ano e recebeu o troféu “Equilibrista”, concedido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-RJ) e homenageada também com o prêmio “Mulher de Negócios 2008”, da revista Cláudia. Em 2009 recebeu a Medalha Tiradentes, a mais importante homenagem oferecida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em reconhecimento a contribuição que prestou para o desenvolvimento tanto do Estado do Rio de Janeiro quanto do país enquanto funcionária da Petrobras. Em 2010, foi considerada uma das 50 mulheres em ascensão no universo dos negócios em todo o mundo, segundo o jornal inglês Financial Times, e colocada entre as 10 executivas mais poderosas da América Latina, segundo a revista America Economia, editada no Chile. Em 2011 foi apontada como estando entre as 15 melhores gestoras do Brasil, em um ranking organizado pela revital Valor Econômico em parceria com a empresa de seleção de executivos Egon Zehnder, tendo paticipado, neste mesmo ano, do evento Women at the Top, organizado pelo jornal Financial Times, realizado na China, e que reuniu executivas de destaque em suas determinadas áreas de negócio ao redor do mundo. Ainda em 2011, recebeu o Grau de Comendador do Quadro Suplementar da Ordem do Mérito Naval, por proposta do Conselho da Ordem do Mérito Naval à Presidência da República.
Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), em 2008, tendo participado de eventos em apoio à candidatura de Dilma Rousseff no pleito eleitoral de 2010. Com a vitória do PT nas eleições executivas nacionais, esteve cotada para um cargo estratégico no governo. No dia 13 de fevereiro de 2012 tomou posse como presidente da Petrobras, substituindo o então presidente José Sergio Gabrielli. Com um discurso de continuidade na gestão da empresa, Graça Foster foi a primeira mulher no mundo a comandar uma companhia petrolífera de tal porte.
Em 2012 e 2013, foi apontada pela revista americana Fortune como a executiva mais poderosa do ranking global, concorrendo com mulheres de diversos setores e de todas as nacionalidades. Além de estar na lista da Fortune, em abril de 2013 foi anunciada pela revista Foreign Policy na lista Mapa do Poder, com as 500 pessoas mais poderosas do mundo, em maio do mesmo ano foi apontada como a mulher mais poderosa no setor de negócios do Brasil e uma das 20 mulheres mais poderosas do mundo pela Revista Forbes, e em agosto de 2013 foi eleita a melhor CEO do setor de petróleo, gás e petroquímica na América Latina pela revista Institucional Investor.
Casou-se com Colin Vaughan Foster e possui um casal de filhos de relacionamentos anteriores.