FILIPPI, José de
| Tipo | Biográfico |
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| Autor(es) | Letícia Nunes de Moraes |
José de Filippi Júnior nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP) em 2 de junho de 1957, filho de José de Filippi e Doraliza Julia Freitas Corsi de Filippi.
Formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em 1980. Cursou pós-graduação na Harvard Graduate School of Design, University Harvard, Cambridge, Estados Unidos, de 2009 a 2010.
Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1981.
Em 1992, foi eleito prefeito de Diadema (SP), mas não se recandidatou ao cargo em 1996. Nas eleições de 1998, elegeu-se deputado estadual por São Paulo com 52.216 votos, mas não concluiu o mandato, pois nas eleições de 2000 foi eleito novamente prefeito de Diadema ao vencer, no segundo turno, por uma diferença de menos de mil votos, o candidato do Partido Popular Socialista (PPS), José Augusto da Silva Ramos.
Os dois candidatos voltaram a se enfrentar em segundo turno na disputa pela Prefeitura de Diadema em 2004 e, novamente, por uma diferença de menos de um ponto percentual, a eleição foi vencida pelo candidato petista, que derrotou o adversário, dessa vez, candidato pela legenda do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB). José de Filippi exerceu mais um mandato consecutivo, permanecendo na Prefeitura de Diadema até 2008.
Em 2006, Filippi foi tesoureiro da campanha de reeleição do então presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), cargo extremamente monitorado e visado depois do escândalo do mensalão, que foi uma grave crise política aberta por denúncias feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), em junho de 2005, de que haveria um esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo, pelo PT, e que seria capitaneado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Na ocasião, uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi instalada, a “CPI do Mensalão”, para apurar as denúncias. Dirceu renunciou ao seu cargo no governo e Roberto Jefferson foi cassado pela Câmara.
A CPI encerrou seus trabalhos em novembro de 2005 sem acordo sobre seu relatório final. O mandato de Dirceu foi também cassado em 1º de dezembro. Contudo, outra CPI – “dos Correios” – que se desenvolveu paralelamente à do mensalão para apurar outro esquema de propinas envolvendo Jefferson, Dirceu e um funcionário dos Correios, concluiu pela existência do mensalão. Em abril de 2006, o procurador-geral da República, Antônio Fernandes de Souza, qualificou os acusados do Mensalão de participantes de “organização criminosa” e pediu o indiciamento de 40 pessoas. Em agosto de 2007 o Supremo Tribunal Federal aceitou as denúncias encaminhadas pelo procurador-geral.
Em maio de 2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou José de Filippi Junior a devolver cerca de R$2,1 milhões de reais aos cofres da prefeitura de Diadema por causa da contratação sem licitação do escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. A condenação chegou ameaçar de impugnação a candidatura de Filippi à Câmara dos Deputados em outubro do mesmo ano, mas a decisão do Superior Tribunal de Justiça acolheu o recurso apresentado e suspendeu a condenação por improbidade administrativa do ex-prefeito de Diadema.
Dessa forma, em 2010, José de Filippi foi candidato a deputado federal e novamente atuou como tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, candidata do PT para a sucessão de Lula. Foi a primeira eleição sem a participação de Lula desde 1989, da qual foi vencedora a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, eleita com mais de 55 milhões (56,05%) de votos válidos em disputa no 2º turno contra José Serra (PSDB) que obteve quase 44 milhões de votos (43,95%).
Na mesma eleição, José de Filippi foi eleito deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo. Na Câmara dos Deputados, foi vice-presidente da Comissão permanente de Desenvolvimento Urbano, titular da Comissão permanente de Viação e Transportes e suplente das comissões permanentes de Educação e de Desenvolvimento Urbano. Em comissões especiais, foi terceiro vice-presidente da comissão para o Aprimoramento das Instituições brasileiras e titular da comissão que cria o estatuto da metrópole.
Licenciou-se do mandato na Câmara dos Deputados, que assumira em fevereiro de 2011, para ocupar o cargo de Secretário de Saúde do Município de São Paulo (SP) a partir de janeiro de 2013, a convite do prefeito eleito Fernando Haddad (PT).