HOFFMANN, Gleisi

Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba (PR) no dia 6 de setembro de 1965, filha de Júlio Hoffmann e Getúlia Agda.

Técnica em Eletrotécnica formada pelo Centro Federal de EducaçãoTecnológica do Paraná (CEFET-PR), formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e cursou especialização em Orçamento Público pela Associação Brasileira de Orçamento Público (ABOP) e Administração Financeira pela Escola Superior de Assuntos Fazendários do Ministério da Fazenda (ESAF).

Iniciou suas atividades políticas junto ao movimento estudantil, no qual realizou intensa militância, quando ainda cursava o Primeiro Grau no Colégio Nossa Senhora da Esperança. Posteriormente, passou a estudar no Colégio Nossa Senhora Medianeira de orientação jesuíta onde ingressou no Grêmio Estudantil Edson Luis de Lima Souto. Durante o Segundo Grau, enquanto efetuava curso técnico no CEFET-PR, também participou do Grêmio Estudantil César Lattes (GECEL), neste mesmo período ingressou e foi eleita presidente da União Metropolitana de Estudantes Secundaristas de Curitiba (UMESC). Participou ainda da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).

Sua atuação junto ao movimento estudantil a colocou em contato com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ao qual filiou-se no ano de 1983. Passou a ter um contato mais intenso com a classe política após ingressar na faculdade, quando passou a trabalhar como assessora na Assembleia Legislativa do Paraná, e, posteriormente, do então vereador pelo Partido da Mobilização Democrática Brasileira (PMDB), Jorge Samek, na Câmara Municipal de Curitiba. Em 1989, seguiu os passos de Samek e migrou para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 1993, Gleisi Hoffmann mudou-se para Brasilía-DF, onde passou a trabalhar na Câmara dos Deputados, mais especificamente na Comissão de Orçamento. A partir de então, iniciou sua caminhada junto a importantes cargos da administração pública referentes a gestão e orçamento público. Assumiu, em 1999, a Secretaria de Reestruturação Administrativa do Estado do Mato Grosso do Sul durante o mandato de Zeca do PT (PT), onde levou a cabo uma reforma administrativa que culminou em corte de gastos e cargos comissionados, bem como uma reforma do sistema previdenciário dos servidores estaduais. Em 2001, tornou-se secretaria de gestão do município de Londrina, onde seu esposo, Paulo Bernardo também exercia o cargo de secretário municipal na gestão de Nedson Michelleti (PT). Enquanto esteve à frente da pasta, deu início a uma discussão sobre o plano de carreira dos servidores e implantou o pregão eletrônico para compras.

No ano de 2002, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, integrou a equipe de transição do presidente. Após sua atuação na equipe de transição, assumiu a Diretoria Financeira da Itaipu Binacional, sendo a primeira mulhera ocupar um cargo de alto-escalão na instituição. Durante sua administração introduziu o sistema de gestão integrada entre todos os sitemas financeiros de Itaipu. Desenvolveu também ações de caráter social entre os funcionários da empresa e as populações locais, como o Programa Casa Abrigo de Foz do Iguaçu, o Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), o Programa Saúde na Fronteira, o Programa de Pró-Equidade Gênero e Raça em Itaipu Binacional e a reestruturação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti para os funcionários da usina.

Deixou seu cargo em Itaipu Binacional em 2006 para concorrer ao Senado Federal pelo Estado do Paraná, na coligação composta por PT, PHS, PL, PAN, PRB e PCdoB. Apesar dos 2,2 milhões de votos recebidos, não conseguiu eleger-se por uma diferença de 300 mil votos para o candidato do PSDB, Álvaro Dias.

Assumiu a presidência do partido no Paraná e, em 2008, foi candidata à prefeitura da capital paranaense. Neste pleito, recebeu 183 mil votos, mas foi novamente derrotada por um tucano – o então prefeito Beto Richa reelegeu-se em primeiro turno.

Pleiteou novamente vaga no Senado Federal em 2010, quando saiu candidata com apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata à presidência Dilma Rousseff. Para este tento, recebeu mais de três milhões de votos e foi eleita senadora pelo Paraná. Empossada em Fevereiro de 2011, integrou, como titular a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), além de ter atuado na Comissão Parlamentar de Inquérito que discutiu acerca do Tráfico Nacional e Internacional de Pessoas no Brasil. Foi de sua autoria o Projeto de Lei, aprovado em 2013, que propôs extinguir os 14º e 15º salários dos parlamentares, posteriormente aprovado.

Licenciou-se de suas funções no Senado Federal em Junho de 2011, quando, a convite da então Presidente Dilma Rousseff (PT), assumiu a chefia da Casa Civil da Presidência da República. A nomeação ocorreu um dia após o pedido de demissão de Antonio Palocci (PT), desgastado após denúncias concernentes a sua evolução patrimonial. No Senado, foi substituída pelo primeiro suplente, Sérgio Souza, do PMDB.

Casou-se com Paulo Bernardo Silva, deputado federal por três mandatos e também ministro. Teve dois filhos.