LUCENA, Roberto de

Roberto Alves de Lucena nasceu em Santa Isabel no Estado de São Paulo (SP), no dia 18 de abril de 1966, filho de Antonio Vieira de Lucena e de Eunice Alves de Lucena.

Cursou Ciências da Religião no Instituto Ecumênico do Ensino Superior (IEES) de São Paulo entre 1994 e 1999. Foi ordenado pastor em 02 de novembro de 1986 e exerceu o cargo de Pastor Presidente da Igreja O Brasil Para Cristo em Arujá (São Paulo) entre 1991 e 2010. Membro do Supremo Conselho da mesma Igreja desde 1999, foi igualmente Presidente de 1999 a 2005. Ocupou a função de Vice-Presidente do Conselho Nacional dos Pastores do Brasil (CNPB) em São Paulo de 2002 a 2010, de Presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FENASP).

Filiou-se ao Partido Verde (PV) em 2009 e, nas eleições de Outubro do ano seguinte, foi candidato ao Legislativo Federal pelo Estado de São Paulo. Recebeu 70.611 votos e, com isso, foi empossado na 54ª legislatura em Fevereiro de 2011.

No exercício do mandato parlamentar, presidiu a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e Outras Formas de Violência, e integrou, na condição de titular, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN).

Defendeu, em novembro de 2011, a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, o que iria ao encontro do PL 2330/11, conhecido pela alcunha de Lei Geral da Copa e que suscitou discussões justamente pelas concessões feitas para entidades internacionais organizadoras da Copa Do Mundo e das Olímpiadas, que seriam sediadas no país em 2014 e 2016, respectivamente.

Em junho de 2012, foi o relator da proposta de Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 234/11 elaborada pelo deputado João Campos, do Partido Social Democrata Brasileiro, para alterar a resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proibia tratamentos de reversão da homosexualidade. No âmbito de explicar sua posição sobre esse assunto, publicou em dezembro do mesmo ano, um artigo na Folha de São Paulo no qual reforçou a ideia do sofrimento daqueles “que desejam buscar auxílio para resolverem seus problemas de orientação sexual”. Discutida em audiência pública, a proposta foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos (CDH) presidiada pelo pastor e deputado federal Marco Feliciano, do Partido Social Cristão, que tinha na aprovação deste projeto um dos motes da polêmica que envolvia seu posto na CDH, então contestado.

No ano seguinte, posicionou-se contrário à Proposta de Emenda à Constituição 37/2011, que limitava as prerrogativas de investigação do Ministério Público e que havia suscitado protestos em manifestações populares ocorridas no mesmo ano.

Casou-se com a Professora Bernadete Aparecida Ramos e teve dois filhos.