NERCESSIAN, Stepan

Stepan Nercessian nasceu em Cristalina (GO), no dia 02 de dezembro de 1953, filho de Karabet Nercessian e de Luiza Nercessian.

Com quatorze anos de idade, migrou para o Rio de Janeiro para seguir a carreira de ator. Atuou em produções cinematográficas e em diversas novelas e programas de televisão em rede nacional. Trabalhou para a Rede Globo Comunicação e Participações S.A. entre 1971 e 2010.

Em 1985, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), no qual permaneceu até 1992. Neste ano, esteve entre os dissidentes que deixaram o PCB e fundaram o Partido Popular Socialista (PPS), sigla que Nercessian integrou desde então, tendo inclusive assumido a presidência do diretório municipal do Rio de Janeiro, na qual permaneceu até 2000.

Foi diretor de projetos especiais do Instituto Municipal de Arte e Cultura do Rio de Janeiro (RIOARTE), entre 1987 e 1989, e vice-presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro (FUNARTE) entre 1999 e 2000. Foi presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Rio de Janeiro (SATED-RJ) entre 1995 e 2007, e foi presidente do Retiro dos Artistas no ano de 1999. Em 2004 lançou-se candidato a vereador no Rio de Janeiro na legenda do PPS, foi eleito e assumiu o cargo em 2005. Reeleito em 2008, foi primeiro vice-presidente da Mesa entre 2009 e 2010, quando se licenciou do cargo para lançar candidatura a deputado federal.

Eleito deputado federal em outubro de 2010 com 84 mil votos, assumiu o cargo na Câmara em fevereiro de 2011. Nesta legislatura, como parte de suas atividades parlamentares, integrou como titular a Comissão de Educação (CE), além da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), até abril de 2012 e a Comissão de Cultura, a partir de março de 2013. Foi também vice-líder do bloco que integrou o PPS e o Partido Verde (PV) na Câmara dos Deputados, e vice-líder do PPS naquela casa em 2014.

Em 2012, esteve entre os investigados pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, em função de sua suposta relação com um empresário acusado de contravenção e exploração de jogo ilegal e que havia sido preso na mesma operação. À época, admitiu ter recebido um empréstimo do empresário, conhecido pela alcunha de Carlinhos Cachoeira, mas afirmou que o dinheiro foi devolvido posteriormente, conforme viria a comprovar, e afirmou não conhecer a procedência ilegal do recurso. Apesar de a operação ter culminado na abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o processo contra o deputado do PPS foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ainda em outubro.

Casou-se com a atriz Camila Amado e, posteriormente, com Desiree Nercessian.