GOLDFAJN, Ilan

Ilan Goldfajn nasceu em 12 de março de 1966, em Haifa (Israel), filho de José Jayme Goldfajn e de Cyla Goldfajn.

Fomou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1988, e três anos depois tornou-se mestre em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos concluiu sua formação acadêmica em 1995, quando obteve o título de Doutor em Economia pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT). Sua tese, que consistiu num estudo sobre dívida pública, conquistou o prêmio do “World Economy Lab”, da instituição americana.

Após ter concluído o doutorado, permaneceu nos EUA por mais quatro anos. No mês de setembro de 1995, na condição de professor assistente, começou a dar aulas na Brandeis University, onde lecionou até agosto seguinte. No decorrer de outubro de 1996 tornou-se economista do Fundo Monetário Internacional (FMI), permanecendo no cargo até janeiro de 1999. De fevereiro desse ano até setembro seguinte, quando retornou ao Brasil, foi consultor de organizações internacionais como o Banco Mundial, o FMI e as Nações Unidas, além de ter fornecido consultoria para o governo brasileiro e para bancos nacionais.

De volta ao Brasil, realocou-se profissionalmente no Banco Central (BC), atuando como Diretor de Política Econômica de 2000 a 2003, durante as gestões de Armínio Fraga e de Henrique Meirelles. Paralelamente às funções de economista, integrou o quadro docente da PUC-RJ. Pelo departamento de Economia, deu aulas, pesquisou e orientou alunos até 2009. De novembro de 2003 a junho de 2006, atuou como sócio e economista na recém-criada Gávea Investimentos, empresa gestora de recursos de terceiros fundada por Armínio Fraga e Luis Henrique Fraga, que agrupa suas áreas de negócios em Fundos Multimercados e Fundo de Private Equity.

Em janeiro de 2006 tornou-se diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica da Casa das Garças (IEPE-CdG), associação civil, sem fins econômicos, criada para promover e divulgar estudos e pesquisas sobre aspectos sócio-econômicos do Brasil. Permaneceu no cargo por três anos e meio. No mês de dezembro de 2006, Ilan Goldfajn fundou a Ciano Investimentos, sua própria gestora de recursos, que trabalhava com as mesmas linhas de investimento da Gávea e contava em sua equipe com alunos e ex-alunos de economia da PUC Rio. Geriu a empresa até agosto de 2008, quando anunciou sua saída para investir na Ciano Assessoria Econômica, fundada em setembro do mesmo ano e liderada por Goldfajn até abril de 2009, quando assumiu as funções de Economista Chefe e Sócio do Itaú-Unibanco.

Em maio de 2016, após o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a posse do então presidente interino Michel Temer, Ilan Golfajn foi convidado a assumir a presidência do Banco Central do Brasil, em substituição a Alexandre Tombini. Nessa ocasião desvinculou-se do Itaú, onde trabalhava há 7 anos coordenando uma equipe de análise econômica que provia cenários para o banco e seus grandes clientes. Antes de assumir o BC, para evitar quaisquer suspeitas de conflito de interesses, precisou se desfazer de ativos, participações societárias ou investimentos mantidos no Itau.

Em junho de 2016, durante a tradicional sabatina realizada pelo Senado Federal para avaliação do indicado à presidência do BC, Goldfajn defendeu a participação de integrantes com experiência do setor privado no meio público, declarando já estar desvinculado do Itaú. Dentre os temas abordados na sessão do Senado, o economista declarou que não pretendia vender qualquer parte das reservas internacionais brasileiras, citou ser favorável à autonomia do Banco Central, afirmou que trabalharia para manter a meta de inflação a 4, 5% ao ano e assinalou a urgente necessidade de se reconstruir o tripé macroeconômico formado por responsabilidade fiscal, controle da inflação e regime de câmbio flutuante.

Dias após a sabatina, Ilan Goldfajn tomou posse como presidente do BC. Em agosto, consolidou-se nesse cargo, após votação no Congresso que confirmou o afastamento da presidente Dilma por impeachment e a permanência de Michel Temer no cargo de presidente da República. Nos últimos dias de 2016, anunciou quatro pilares de medidas estruturais para o Banco Central: “mais cidadania financeira”, referindo-se às propostas de relacionamento do BC com os cidadãos, com vistas ao aperfeiçoamento da mediação de conflitos entre clientes e o Sistema Financeiro Nacional (SFN), além da ampliação da educação financeira do brasileiro; “melhoria do sistema econômico financeiro”, consistindo numa relação mais moderna do Banco com outras entidades; “arcabouço legal da instituição”, para garantir a eficiência, a prestação de serviços por custos menores e ao aumento da produtividade; e “redução do custo de crédito”, com ações de curto, médio e longo prazos.

Casou-se com Denise Salomão Goldfajn, com quem teve três filhos.