Partido da Mulher Brasileira (PMB)
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Partido político nacional oficialmente registrado em 29 de setembro de 2015, com o número 35.
Origens
O Partido da Mulher Brasileira foi criado pela maranhense Suêd Haidar e, apesar do nome, o partido não se identifica como feminista, mas como "feminino". Sua fundadora participou do movimento das “crecheiras”, no Rio de Janeiro, e assim conheceu figuras como Leonel Brizola e Luis Carlos Prestes, despertando seu interesse pela política. Em entrevista, afirmou que participou da criação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), no contexto da redemocratização do país, na década de 1980.
Foi filiada ao PDT e ao PCdoB, onde se lançou como pré-candidata ao Senado em 2010. Sua candidatura não foi formalizada e teria sido usada apenas para preencher a nominata para o partido obter tempo de televisão. Segundo depoimento da própria, esse teria sido o motivo para criar o PMB. Em 2008, deu início à peregrinação pelo país a fim de angariar apoio para a criação do partido.
O partido se define como um partido de “centro-esquerda”, composto por “mulheres progressistas”, “ativistas de movimentos sociais e populares” e que, junto com homens, “manifestaram sempre a sua solidariedade com as mulheres privadas de liberdades políticas, vítimas de opressão, da exclusão e das terríveis condições de vida”. Apesar do tom supostamente progressista, o discurso do partido gerou controvérsias, por sua ambiguidade e falta de posicionamento claro. Pois embora posicione-se favoravelmente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, o PMB mostra-se contrário ao aborto e à legalização das drogas.
Em seu programa, o partido faz menção ao “fortalecimento da família”, associando-se, de certa forma, ao discurso conservador. E em entrevista, a presidente da seção mineira da sigla, Rosimere Machado de Jesus, por exemplo, afirmou: “O PMB é um partido de direita. (...) A humanidade está sendo destruída pelas drogas (…). Não podemos tirar uma vida”.
O partido obteve registro em setembro de 2015, após recolherem cerca de 501 mil assinaturas. O PMB tornou-se então o 35º partido registrado no Brasil, tendo, a princípio, como principal bandeira o aumento da participação das mulheres nas instituições políticas. Chamou atenção, entretanto, quando de seu registro, que não tenha sido explicitado como tal participação viria a ser viabilizada, sobretudo levando-se em conta que dentre os 22 parlamentares então filiados, apenas duas eram mulheres.
Representação política
Em novembro de 2015, o partido recebeu seus primeiros filiados com mandato no Congresso Nacional: todos homens, oriundos em geral de partidos de menor expressão política. Em 11 de dezembro desse ano, o partido contava apenas com duas parlamentares: Brunny e Dâmina Pereira. Nesse momento, a representação feminina da bancada do partido já era inferior à média da Câmara dos Deputados.
Em janeiro de 2016, estava entre as dez maiores legendas da Câmara – ficando à frente de partidos tradicionais como DEM, PDT, PRB, PV, PC do B e PSC. Porém, em dois meses a legenda foi reduzida drasticamente: 20 deputados subitamente deixaram o PMB, mantendo o partido com apenas um parlamentar. E assim o PMB se tornou a menor legenda dentro da Casa. Também no Senado Federal, o único nome do partido, Hélio José (DF) saiu deixou a sigla e migrou para o PMDB.
Em novembro de 2015, o jornal Folha de S. Paulo revelou que, para atrair políticos, o PMB teria prometido o repasse de 50% do dinheiro do fundo partidário para os diretórios regionais, que seriam comandados pelos parlamentares. Haidar afirmou que os nomes foram atraídos pela filosofia do partido. Segundo ela, o objetivo dos repasses era o fortalecimento da formação política do PMB.
Em 2016, foi o último partido a se pronunciar na sessão para debate do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, e defendeu seu afastamento.