WITZEL, Wilson

Wilson José Witzel nasceu em Jundiaí (SP) no dia 19 de fevereiro de 1968, filho de José Witzel e Olívia Vital Witzel.

Em 1975, mudou-se para o município do Rio de Janeiro. A partir de 1988, passou a atuar como fuzileiro naval e graduou-se no ano de 1991 em tecnologia de processamento de dados pelas Faculdades Integradas Anglo Americano. Dois anos depois, concluiu a pós-graduação em docência para o ensino superior na Faculdade Bittencourt.

Formou-se bacharel em direito no Centro Universitário Metodista Benett, em 1996, com a monografia intitulada Alternativas para aplicação das penas privativas de liberdade em crimes de pequeno potencial ofensivo.

Em 1997, concluiu pós-graduação em direito empresarial na Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro com o trabalho Sonegação fiscal e competitividade empresarial.

Trabalhou como defensor público entre 1998 e 2001, quando foi aprovado no concurso para magistratura federal. Como juiz, atuou nas varas criminal e cível, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Em 2010, concluiu o mestrado em direito processual pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) com a defesa da dissertação Medida Cautelar Fiscal. No ano seguinte, começou a lecionar no ensino superior. Ministrou aulas na Universidade Estácio de Sá, na Universidade Vila Velha (UVV), na Universidade Gama Filho e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Presidiu a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Ajuferjes) entre 2014 e 2016 e nesse intervalo iniciou o doutorado em ciência política pela Universidade Federal Fluminense (UFF). No início de 2018, quando era titular da 6a Vara Cível do Rio de Janeiro, pediu exoneração da magistratura federal e se filiou ao Partido Social Cristão (PSC) para concorrer ao governo do estado.

Durante a campanha, declarou seu apoio ao então presidenciável, Jair Messias Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), cujo filho e então candidato a senador, Flávio Bolsonaro, retribuiu o aceno endossando a campanha de Witzel.

Elegeu-se com 4.675.355 de votos (59,87% dos votos válidos) no segundo turno, disputado com o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, do Democratas (DEM).

Concluiu o doutorado durante o primeiro ano do mandato com a tese A dimensão política da jurisdição após 1988: a fundamentação das decisões judiciais como um dos critérios de identificação e controle do ativismo judicial.

No exercício do governo, se concentrou em ações no campo da segurança pública e do combate ao crime organizado. Extinguiu a Secretaria de Segurança Pública e criou a Secretaria de Polícia Militar e a Secretaria de Polícia Civil, no propósito de dar autonomia e fortalecer as polícias, especialmente na área de investigação, e de eliminar influências políticas na área. Assinou o decreto estadual n. 46.755, de 2019, que alterou o sistema de concessão de bonificação de policiais de acordo com a contabilização de óbitos em operações realizadas pela corporação. No mesmo ano, perdeu o apoio do PSL, partido do então Presidente da República e que deixou oficialmente a base de apoio ao governador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Durante a pandemia do novo coronavírus, endossou o isolamento social em massa e decretou o fechamento de escolas e comércio, além de restringir a circulação do transporte público.

Casou-se com a advogada Helena Alves Brandão Witzel, com quem teve três filhos: Vicenzo, Beatriz e Bárbara. De seu primeiro casamento, teve mais um filho.