ZAMBELLI, Carla

Carla Zambelli Salgado nasceu em Ribeirão Preto (SP) no dia 3 de julho de 1980, filha de João Hélio Salgado e de Rita Luzia Zambelli Salgado, professora.

Em 2007, graduou-se em planejamento estratégico empresarial, na Universidade Nove de Julho (UNINOVE), em São Paulo. Iniciou a sua militância política em 2011, quando atuou como uma das criadoras do movimento ativista de direita “Nas Ruas”, centrado no combate à corrupção e à impunidade.

Começou a trabalhar como gerente de projetos na empresa KPMG Consultoria em 2015, ano em que o movimento Nas Ruas ganhou notoriedade por causa dos protestos contra a então presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Zambelli tornou-se conhecida do grande público a partir das redes sociais, com a publicação de vídeos, textos e entrevistas concedidas sobre as manifestações pró-impeachment de Roussef e passou a transitar mais pela Câmara dos Deputados. Três anos depois, publicou no livro Não foi Golpe - Os bastidores da luta nas ruas pelo Impeachment de Dilma.

Filiou-se ao Partido Social Liberal (PSL) para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo durante as eleições de outubro de 2018, quando presidia o movimento Nas Ruas. Recebeu 76.306 de votos e conseguiu se eleger. Em dezembro seguinte, foi condenada pela Justiça do estado do Rio de Janeiro por danos morais incutidos à imagem do então deputado federal Jean Wyllys, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em uma publicação realizada na página online da associação “Brasil nas ruas”, ligada ao movimento Nas Ruas.

No início de seu mandato, foi vice-líder do PSL e participou do grupo de trabalho criado na Câmara dos Deputados para analisar o chamado “Pacote anticrime” apresentado pelo então Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Repercutiu na imprensa quando o mesmo ministro pediu exoneração do cargo e a acusou de tentar mantê-lo alinhado com o governo sob a garantia de que intermediaria uma futura indicação dele ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Integrou comissões permanentes e especiais, além de comissões externas. No primeiro caso, foi titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle; da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e da Comissão de Legislação Participativa. Quanto às comissões especiais, foi titular da Comissão Especial do Código de Processo Penal; da Comissão Especial da Legislação Penal e Processual Penal; da Comissão Especial Sobre Prisão em 2ª Instância; da Comissão Especial do Código de Processo Penal; e da Comissão Especial sobre Medicamentos Formulados com Cannabis. Foi ainda titular da Comissão Externa de Políticas Públicas para a Primeira Infância.

Casou-se com o coronel Antônio Aguinaldo de Oliveira, diretor da Força Nacional de Segurança Pública, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Teve um filho, de um relacionamento anterior, João Hélio Salgado Neto.