HELENO, Augusto

Augusto Heleno Ribeiro Pereira nasceu em Curitiba (PR) no dia 29 de outubro de 1947, filho de Ari de Oliveira Pereira, professor, e Edina Ribeiro Pereira, dona de casa.

Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro entre 1959 e 1965. Em 1969, concluiu a graduação na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), na arma de cavalaria, em 1969. Com as patentes de tenente e de capitão, foi instrutor da AMAN. Fez ainda os cursos de educação física, paraquedismo militar, mestre de salto e operações na selva.

Ainda capitão, foi nomeado, em 1977, ajudante de ordens do ministro do Exército Silvio Frota, exonerado pelo presidente Ernesto Geisel em outubro do mesmo ano. Naquele momento, a candidatura de Frota à presidência da República, para o mandato que teria início em março de 1979, era articulada por setores ligados à linha-dura das forças armadas, com o apoio de alguns parlamentares da Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

Em 1978, cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), na turma de cavalaria. Três anos depois, em 1981, foi designado para o cargo de assessor de educação física na Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai, onde exerceu também as tarefas de oficial de Relações Públicas.

Durante os anos de 1985 e 1986, cursou a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), quando recebeu a medalha Marechal Hermes de prata dourada com três coras, conferida aos militares da ativa do Exército que tenham concluído o curso como primeiro aluno de sua turma.

Serviu, como oficial superior, na Brigada de Infantaria Paraquedista, na posição de chefe da seção de planejamento e ligação com a V Força Aérea. Em 1989, com a patente de tenente-coronel, foi assistente no gabinete do ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves. Foi lotado no ano seguinte para o Gabinete Militar (atual Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República.

Promovido a coronel, comandou, de 1994 a 1996, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército. A seguir, foi adido militar na França, acreditado também na Bélgica.

Em 1999, foi promovido a general de brigada e nomeado comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada. Posteriormente, comandou o Centro de Capacitação Física do Exército e, de 2002 a 2004, o Centro de Comunicação Social do Exército.

Já promovido a general de divisão em 2004, se voluntariou e foi nomeado comandante da força militar da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH). Pelo primeiro ano do trabalho realizado nesse posto, recebeu o Prêmio Faz Diferença, categoria Mundo, concedido pelo jornal O Globo aos brasileiros que se destacaram em diversos campos de atividades em 2004.

No segundo ano do exercício da missão, em 2005, coordenou uma ação militar que teve repercussão na imprensa. Diante da expansão do crime organizado em Porto Príncipe, capital do Haiti, ordenou invasão a uma comunidade local, situada na faixa litorânea da cidade. Na ocasião, comandou tropa da ONU composta por cerca de 400 militares, em operação que culminou no assassinato de membros da facção local. Retornou ao Brasil no final do ano e se tornou chefe de gabinete do ministro do Exército até meados de 2007, quando foi promovido a general de Exército e nomeado para chefiar o Comando Militar da Amazônia.

Em maio de 2009, foi nomeado diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT). Deixou o cargo em maio de 2011, quando passou para a reserva. Foi então contratado como consultor de segurança e defesa do Grupo Bandeirantes de Comunicação e, depois, convidado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para exercer a função de diretor de comunicação e educação corporativa. Apoiou a participação de atletas ligados às forças armadas nas competições esportivas de alto rendimento e deixou o COB em novembro de 2017.

Filiou-se, em abril de 2018, ao Partido Republicano Progressista (PRP). Em julho do mesmo ano, foi convidado pelo então postulante ao cargo de presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para compor a chapa na condição de candidato a vice-presidente, mas declinou em função do veto expresso pela direção do PRP ao referido convite. Continuou, no entanto, próximo ao presidenciável, tendo atuado como assessor de Bolsonaro durante a campanha.

Com a eleição de Bolsonaro à presidência, participou da montagem da equipe do novo governo. Heleno teve seu nome inicialmente cotado para o Ministério da Defesa, mas acabou nomeado para o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, posição que permite um contato diário com o núcleo do poder decisório do Executivo federal.

Em maio de 2020, assinou uma “Nota à nação brasileira”, na qual protestou contra a possibilidade de apreensão do aparelho celular do presidente da República, solicitada em uma das três notícias-crime contra Bolsonaro protocoladas por parlamentares, e encaminhadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, à Procuradoria Geral da República (PGR), responsável pelas investigações.

Casou-se com Sonia Maria Pereira e teve dois filhos.