KAJURU, Jorge
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Fernanda Landin |
Jorge Kajuru Reis da Costa Nasser nasceu em Cajuru (SP), no dia 20 de janeiro de 1961, filho de José da Costa e de Maria José Nasser Costa.
Iniciou a carreira no meio de comunicação na década de 1970. Atuou nas áreas de jornalismo impresso, televisão e rádio com foco no jornalismo esportivo e em assuntos sobre gestão pública. Teve passagem por diversas emissoras do país, como SBT, Band, Rede TV e ESPN Brasil.
Em 1997, reinaugurou a Rádio Clube de Goiânia, criada em 1942 no âmbito do sistema AM de radiodifusão. Adotou o nome fantasia de Radio K para a empresa, que tinha alcance em quase todo o estado de Goiás e cobria notícias centradas em esportes e jornalismo investigativo. Repercutiu na imprensa através das denúncias que veiculou na Rádio K a respeito de irregularidades ocorridas durante o primeiro mandato do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para a gestão de 1999 até 2002. Iniciou na vida política em 2014, quando concorreu para deputado federal pelo Partido Republicano Progressista (PRP) com a coligação Participação Popular. Recebeu 106.291 votos, mas não conseguiu se eleger.
Dois anos depois, em 2016, retornou à corrida eleitoral como candidato a vereador de Goiânia pelo PRP dentro da coligação De Confiança. Elegeu-se com 37,8 mil votos. Durante o mandato, focou em projetos direcionados à área da saúde pública. Integrou a Comissão de Constituição, Justiça e Redação; e a Comissão de Lazer, Esporte e Turismo. Atuou como vice-presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada para investigar as contas da prefeitura de Goiânia no período 2008-2016. Nas eleições de 2018, concorreu ao cargo de senador por Goiás pelo PRP com a coligação A mudança é agora. Durante a campanha, foi convocado pelo TRE-GO a comprovar letramento por meio de uma declaração de próprio punho, pois constava preenchido no registro da sua candidatura “ensino fundamental incompleto” na parte relativa ao grau de instrução. Feita a prova, pôde levar adiante a candidatura e elegeu-se senador com 1.557.415 dos votos válidos.
No exercício do mandato no Senado, migrou para Partido Socialista Brasileiro (PSB). Depois, transferiu-se para os quadros do partido Patriota. Alistou-se nas fileiras do partido Cidadania na sequência. Prosseguiu focado na agenda da saúde. Apresentou o projeto que virou a Lei n. 13.895, de 30 de outubro de 2019, por meio da qual foi instituída a Política Nacional de Prevenção do Diabetes e de Assistência Integral à Pessoa Diabética. Integrou comissões permanentes, além de uma comissão mista e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). No primeiro caso, foi titular da Comissão de Assuntos Econômicos; da Comissão de Assuntos Sociais; e da Comissão do Senado do Futuro. Participou também como titular da CPI de Brumadinho, sobre a investigação do desastre ambiental que ocorreu em Minas Gerais em janeiro de 2019 e centrada na revisão a legislação referente à segurança de barragens no Brasil.
Detentor de trinta redes sociais, ficou em terceira posição no ranking de senadores que mais influenciam na rede social, segundo o índice elaborado pela FSB Influência Congresso entre abril e maio de 2020.
Publicou duas obras. Em 2002, o livro Dossiê K: uma história de corrupção e truculência, onde abordou denúncias de corrupção contra o primeiro mandato do governador de Goiás, Marconi Perillo. Seis anos depois, lançou Condenado a Falar - de A a Z Pólvora Pura, narrando a história da sua vida.
Foi casado com Isabela Pinheiro.