PETRONE, Talíria
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
| Autor(es) | Rodrigo Guimarães Saturnino Braga |
Talíria Petrone Soares nasceu em Niterói (RJ) no dia 9 de abril de 1985, filha de Carmo José de Lima Soares, músico, e Patrícia Petrone Soares, professora.
Concluiu a graduação em história pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) no ano de 2009 e, dez anos depois, em 2019, tornou-se mestre em serviço social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuou como professora de história da rede pública, lotada na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, lecionando em São Gonçalo (RJ) e Niterói.
Iniciou a militância política em 2010, quando se filiou ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Foi candidata pelo partido ao posto de vereadora em Niterói, em 2012. Recebeu 21 votos e ficou com a suplência.
A partir de 2012, passou a lecionar no curso de pré-vestibular da Redes da Maré, uma organização não-governamental sediada no município do Rio de Janeiro com o propósito de desenvolver ações sociais para um total de 16 comunidades carentes em seu entorno. Nesse processo, conheceu a correligionária Marielle Franco, com quem passou a atuar na defesa de causas ligadas às comunidades negra e LGBTQI+, como também bandeiras do movimento feminista.
Retornou à disputa por uma cadeira na Câmara dos Vereadores de Niterói em 2016, também pelo PSOL. Foi a mais votada para o cargo e se elegeu com 5.121 votos. No exercício do mandato, presidiu a Comissão de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente. Denunciou atuação irregular da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social do município, por recolher compulsoriamente às delegacias de polícia pessoas em situação de rua. Em coautoria com o vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL), apresentou o projeto que deu origem à Lei municipal n. 3.321, de 2017, relativa a medidas de prevenção e combate ao assédio sexual de mulheres nos meios de transporte de Niterói.
Em novembro de 2017, registrou queixa-crime contra ameaças anônimas recebidas e que também se estendiam ao seu partido, intimidado pela possibilidade de ter a própria sede explodida. Dali em diante, passou a ter uma escolta policial.
Lançou candidatura pelo estado do Rio de Janeiro a uma vaga na Câmara dos Deputados durante as eleições de 2018, na legenda do PSOL. Foi eleita deputada federal com 107.317 votos, a segunda mais votada do PSOL e a nona do estado do Rio de Janeiro. Cerca de seis meses após assumir o mandato, passou a contar com a escolta da Polícia Legislativa em Brasília (DF) devido à descoberta de ameaças contra sua vida por parte de grupos extremistas revelada durante uma investigação da Polícia Federal.
No exercício do mandato na Câmara dos Deputados, foi titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e assinou, juntamente com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), suplente do partido na Comissão, o voto em separado contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n. 6, de 2019, que modificou o sistema de previdência social. No voto em separado, argumentou pela inconstitucionalidade da proposta, entre outros motivos, por representar prejuízo às mulheres; impactar de forma desproporcional, a categoria de professores e professoras. Também integrou, como titular, a Secretaria da Mulher; e o Grupo de Trabalho Licenciamento Ambiental. Foi suplente da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF); da Comissão Especial do Código de Processo Penal; e da Comissão Especial Sobre Medicamentos Formulados com Cannabis. Participou das Frente Parlamentar Ambientalista, como secretária geral, e da Frente Parlamentar Feminista e Antirracista, que coordenou.
Casou-se com Felipe e teve uma filha.