BOMFIM, Sâmia

Sâmia de Souza Bomfim nasceu em Presidente Prudente (SP) no dia 22 de agosto de 1989, filha de Domingos Ramos da Silva Bomfim e Antonia Cavalcante de Souza Bomfim, funcionária pública.

Cursou os quatro primeiros anos do ensino fundamental na Escola Municipal Coronel José Soares Marcondes, em sua cidade natal. Em 2007, ingressou na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), formando-se em Letras em 2014. Foi membro da diretoria do Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários Oswald de Andrade e do Diretório Central dos Estudantes da USP.

Fundou, em 2011, o coletivo feminista Juntas!. Nesse mesmo ano, filiou-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Tornou-se funcionária da USP e, em 2014, tomou posse como membro do Conselho Diretor de Base do Sindicato dos Trabalhadores da universidade. Ao longo de quatro anos, atuou como professora.

Durante as eleições de 2016, disputou uma vaga para a Câmara Municipal de São Paulo. Recebeu 12.464 votos e conseguiu eleger-se.

Como vereadora, concentrou-se em políticas sociais centradas nas minorias. Foi autora dos projetos transformados nas leis que modificaram o calendário da capital paulista ao preverem a criação do Dia Municipal das Doulas, da Semana Municipal das Pessoas Vítimas de Violência e do Mês da Luta Internacional das Mulheres.

No exercício do mandato na Câmara Municipal, foi titular da Comissão de Saúde, Trabalho, Promoção Social e Mulher, e da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Relações Internacionais.

Disputou uma vaga à Câmara dos Deputados nas eleições de 2018, pelo estado de São Paulo, na legenda do PSOL. Elegeu-se com 249.887 votos.

No primeiro ano de exercício do mandato na Câmara Federal, em 2019, foi eleita a segunda coordenadora adjunta da Bancada Feminina do parlamento. No mesmo ano, passou a exercer a vice-liderança do PSOL, assumindo a liderança do partido a partir de 2021. Foi a terceira vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria, e participou, na condição de titular, da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Durante o exercício do mandato como deputada federal, seguiu dedicada à proteção das minorias e, também, à política cultural. Foi coautora de projetos transformados em lei que dispunham, entre outros, sobre medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no contexto da pandemia deflagrada em 2020 como, ainda, previam ações emergenciais destinadas ao setor cultural, devido ao mesmo contexto de exceção.

Casada com o deputado federal Glauber Braga, com quem tem um filho, Hugo Bomfim Braga.