ARRAES, Marília
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Antonia Oliveira Violeta Duarte (colaboração) |
Marília Valença Rocha Arraes de Alencar nasceu em Recife (PE) no dia 12 de abril de 1984, filha de Marcos Arraes de Alencar, administrador, e de Sônia Valença Rocha, psicóloga. Seu avô, Miguel Arraes, foi por três vezes governador de Pernambuco (1963-1964, 1987-1990 e 1995-1998) e deputado federal durante dois mandatos (1983-1987 e 1991-1995). Seu primo, Eduardo Campos, foi por duas vezes governador de Pernambuco (2007-2011; 2011-2015) e deputado federal por três mandatos (1995-1999; 1999-2003; 2003-2007).
Concluiu o ensino médio no Colégio Marista São Luís. Entrou para o curso de administração na Universidade de Pernambuco (UPE), onde cursou um período. Se transferiu para o curso de direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), concluindo-o em 2007. Enquanto universitária, fez parte da juventude do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao qual se filiou em 2005, e participou de movimentos estudantis ligados à UFPE.
Foi secretária de Juventude e Emprego de Pernambuco entre 2007 e 2008, durante a gestão de Eduardo Campos, do PSB.
Disputou as eleições pela primeira vez em 2008, quando se lançou candidata à Câmara Municipal de Recife. Recebeu 9.533 votos e conseguiu se eleger.
No exercício do mandato como vereadora, foi indicada pelo prefeito João da Costa, do Partido dos Trabalhadores (PT), para ocupar o cargo de vice-líder do governo na Câmara Municipal. Entre 2009 e 2010, presidiu a Comissão de Políticas Públicas da Juventude. Em 2011, atuou como presidente da Comissão de Legislação e Justiça da Câmara.
Candidatou-se à reeleição em 2012. Recebeu 8.841 votos e conseguiu ser reconduzida à Câmara Municipal de Recife. Em janeiro do ano seguinte, aceitou a nomeação para assumir a Secretaria da Juventude e Qualificação Profissional, na gestão do prefeito Geraldo Júlio (PSB).
Retornou à Câmara Municipal de Recife em 2014, quando entrou em conflito com a direção do PSB, por discordar da decisão da legenda de integrar o grupo de oposição à então presidente, Dilma Roussef (PT), que concorria à reeleição. Marília Arraes decidiu renunciar à candidatura como deputada federal pelo PSB e apoiar tanto Roussef na corrida presidencial quanto Armando Monteiro, que disputava, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o governo do estado de Pernambuco, na qualidade de adversário do candidato do PSB, Paulo Câmara.
Neste mesmo período, também se desgastou com os seus correligionários ao denunciar a tentativa de intervenção da cúpula do PSB na juventude do partido, após a indicação de João Campos, filho de Eduardo Campos, para a secretaria da Juventude Socialista Brasileira (JSB-PE).
Em 2016, anunciou seu desligamento do PSB. Candidatou-se pelo PT à reeleição para o terceiro mandato como vereadora em Recife. Recebeu 11.782 votos e conseguiu ser reconduzida ao cargo.
No exercício do mandato como vereadora, assumiu a liderança da oposição na Câmara Municipal de Recife.
Disputou a pré-candidatura para concorrer ao governo de Pernambuco pelo PT em 2018, um processo interrompido pela decisão do partido em apoiar o candidato do PSB, Paulo Câmara. Marília Arraes concorreu, então, ao cargo de deputada federal por Pernambuco, elegendo-se com 193.108 votos.
Durante o exercício do mandato, atuou como segunda-secretária da mesa diretora da Câmara dos Deputados, além de vice-líder do PT na casa e de segunda-procuradora adjunta na Secretaria da Mulher. Participou da Comissão de Seguridade Social e da Família e da Comissão Especial para política de mobilidade urbana.
Nas eleições municipais de 2020, concorreu à prefeitura de Recife como candidata do PT. Recebeu 27,9% dos votos no primeiro turno, disputando o segundo turno com seu primo, o então deputado federal João Campos, candidato pelo PSB. A decisão provocou grande repercussão nacional, por se tratar de uma disputa entre membros da mesma família. Recebeu 43,73% dos votos no segundo turno, contra 56,27% de João Campos, que se elegeu.