FLEXA, Marcivânia

Marcivânia do Socorro da Rocha Flexa nasceu em Macapá (AP) no dia 21 de julho de 1973, filha de Antonio Ivan Pereira Flexa, comerciante, e Joaquina Tânia da Rocha Flexa.

Em 1992, graduou-se em letras na Universidade Federal do Amapá (Unifap). Passou a atuar como professora do governo do Amapá. Participou do núcleo de educadores filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2003.

Em 2006, cursou direito na Unifap.

Nas eleições de 2008, lançou a sua candidatura pelo PT à Câmara dos Vereadores do município de Santana (AP), com a alcunha de “Professora Marcivânia”, dentro da coligação “Boa gente”. Recebeu 1.207 votos e conseguiu a suplência, sendo posteriormente nomeada à Secretaria de Assistência Social em Santana.

Concorreu às eleições de 2010 como candidata a deputada federal pelo Amapá, na legenda do PT. Inicialmente, foi considerada eleita com 19.061 votos, mas, devido a uma nova contagem dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TSE), passou à condição de suplente.

Candidatou-se à prefeitura do município de Santana, pelo PT, nas eleições 2012. Recebeu 21.589 votos e não conseguiu se eleger.

Em 2014, concorreu a vaga de deputada federal pelo Amapá, na legenda no PT. Conseguiu eleger-se com 16.162 votos.

No exercício do primeiro mandato como deputada federal, concentrou-se em projetos de lei focados na defesa contra a violência à mulher, na educação pública e nos direitos trabalhistas.

Durante as eleições de 2016, migrou para o Partido Socialista do Brasil (PCdoB), lançando-se candidata à prefeitura de Santana, em substituição à pré-candidatura da irmã, Clotilde da Rocha Flexa, inicialmente cogitada para o cargo. Marcivânia recebeu 13.936 votos e não conseguiu se eleger.

Disputou a reeleição para deputada federal durante as eleições de 2018, nos quadros do PCdoB. Recebeu 14.196 e conseguiu ser reconduzida ao mandato.

No exercício do segundo mandato, atuou como vice-líder do partido PCdoB. Integrou comissões permanentes e especiais. No primeiro caso, presidiu a Comissão de Trabalho Administração e Serviço Público e foi a terceira vice-presidente da Comissão de Seguridade Social e Família; também foi titular da Comissão de Educação e da Comissão de Seguridade Social e Família. Quanto às comissões especiais, foi titular da designada para analisar a proposta de emenda constitucional nº 172, de 2012, sobre o encargo vinculado repasse necessário; da constituída para estudar a proposta de emenda constitucional nº 134, de 2015, relativa à participação feminina no legislativo; da criada para avaliar a proposta de emenda constitucional nº 199, de 2016, prevendo a inclusão de servidores em quadro de extinção da administração pública federal; da instituída para examinar o projeto de lei nº 7180, de 2014, referente à escola sem partido; e da nomeada para proferir parecer ao projeto de lei nº 6670, de 2016, referente à política nacional de redução agrotóxicos.

Em 2020, disputou a prefeitura do município de Santana pelo PCdoB. Recebeu 11.233 votos e não conseguiu se eleger.

Por conta do seu trabalho, foi condecorada com a premiação Ordem do Mérito Just et Labor pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em 2017.

Casou-se com Odair Freitas, professor e advogado, que foi pré-candidato à prefeitura de Santana, pelo PT, em 2015.