LIMA, Newton

Newton Lima Neto nasceu em São Paulo (SP) no dia 28 de fevereiro de 1953, filho Alcindo Lima Sobrinho e Maria Izette Menani Lima.

Graduou-se em engenharia química na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), curso que frequentou entre 1971 e 1975. Em 1974 tornou-se membro da direção do Grêmio Politécnico (Centro Acadêmico). No ano seguinte foi coordenador do Seminário Nacional dos Estudantes de Engenharia em BH, evento precursor da reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Ingressou na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em 1976, como professor universitário. Defendeu mestrado em engenharia na Poli-USP em 1978. No mesmo curso e universidade defendeu doutorado em 1985.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1987.

Foi eleito presidente da Associação dos Docentes de Ensino Superior (ANDES), cargo que desempenhou de 1986 a 1988, ano em que foi escolhido vice-reitor da UFSCar na chapa de Sebastião Elias Kury. Terminado o mandato como vice em 1992, foi eleito reitor da UFSCar, função desempenhada até 1996. Durante a gestão na reitoria da universidade assumiu a presidência, em 1994, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e, em 1995, assumiu a vice-presidência do Instituto Universidade-Empresa (UNIEMP).

Liderou a criação da Rede Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho (UNITRABALHO) em 1997. Atuou como diretor-executivo da entidade até 1999.

Nas eleições de 1998, concorreu a vice-governador na chapa que tinha como principal candidata ao Executivo estadual paulista a ex-prefeita da capital Marta Suplicy, também do PT. Na ocasião do pleito, porém, ficaram com a terceira colocação na disputa, atrás dos postulantes Paulo Maluf, do Partido Progressista (PP) e de Mário Covas, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que saiu vitorioso.

Entre 1999 e 2000 foi presidente do Diretório Municipal do PT de São Carlos. Candidato a prefeito daquele município nas eleições de 2000, logrou êxito com 40.342 votos, correspondentes a 39,94% e a apenas 128 votos de diferença do concorrente que tentava a reeleição, Dagnone de Melo, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com isso, pôde ser empossado na prefeitura em 2001. À época, São Carlos era o 17º mais endividado do país. Em 2002, foi coordenador do programa de governo de Lula para Presidência da República (2003-2006) nas áreas de educação e ciência e tecnologia.

Reelegeu-se prefeito São Carlos com 48.876 votos em 2004, tendo assumido também a função de secretário-geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) entre 2007 e 2008. Deixou a prefeitura em fins de 2008, quando fez seu sucessor, cargo que exerceu até 2008. São Carlos era o município com menor mortalidade infantil do estado de São Paulo em 2008, Oswaldo Barba.

No ano seguinte, foi designado membro do Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), função que desempenhou até 2010, quando foi indicado para ser o coordenador-geral do projeto “Incentivo para o desenvolvimento” da FNP/Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

Nas eleições de Outubro de 2010, foi candidato ao Legislativo Federal, para o qual foi eleito deputado com 110 mil votos. Além disso, como atuante em seu partido, foi escolhido por unanimidade para coordenar o Setor Nacional de Ciência e Tecnologia do PT e também o programa de governo de Dilma Rousseff para presidente (2011-2014) no que dizia respeito a estas áreas temáticas. E, também em 2010 foi eleito pela segunda vez presidente do Diretório Municipal do PT em São Carlos.

Empossado no ano seguinte na Câmara dos Deputados, como parte de sua atividade parlamentar, integrou as Comissões Permanentes de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática – CCTCI – e a de Educação – CE-, da qual inclusive foi presidente em 2012. No que concerne às discussões sobre educação, também participou das Comissões Especiais designadas para a discussão do PL 8035/10, referente a um Plano Nacional para a referida área temática, bem como do PL 7420/06, conhecido pela alcunha de Lei de Responsabilidade Educacional, na qual também presidiu sessões. Além dessas, participou dos debates acerca da reformulação do chamado Ensino Médio e também do PL 0323/07, relativo à aplicação dos recursos provenientes de royalties do petróleo, então trazida à tona em função da descoberta de grandes reservas de petróleo e gás em águas profundas no litoral brasileiro.

Em 2014, na data do aniversário do PT e em meio ao contexto grande de repercussão do julgamento do mensalão, como ficou conhecido o suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do primeiro governo Lula, que seria capitaneado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, Newton Lima discursou na Tribuna da Câmara destacando orgulho de pertencer às fileiras da agremiação e cumprimentando o ex-presidente Lula e a primeira mulher a assumir o Executivo Nacional, Dilma Rousseff, pelos avanços conquistados.

Paralelamente às atividades políticas, atuou como docente e manteve coluna na seção denominada Opinião, da revista Carta Maior.

Casou-se e teve cinco filhos.

Recebeu diversos prêmios vinculados à sua atuação como prefeito e, em 2014, foi eleito presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. Publicou diversos artigos e recebeu título Doutor Honoris Causa, em 2004, pela UniFMU, em 2005, pela Universidade Federal de São Carlos.