CASTRO, Sebastião José Ramos de

Sebastião José Ramos de Castro nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 11 de janeiro de 1922, filho de Joaquim de Castro e de Maria José Ramos de Castro.

Ingressou no Escola Militar de Realengo em abril de 1940, por onde saiu aspirante-a-oficial na arma de cavalaria em março de 1943. Segundo-tenente em setembro do mesmo ano, ascendeu a primeiro-tenente em março de 1945, ocasião em que participou da Força Expedicionária Brasileira que combateu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Chegou a capitão em janeiro de 1948, e obteve as três promoções seguinte por merecimento: major em julho de 1954, tenente-coronel em abril de 1962 e coronel em agosto de 1966.

Em 1973, durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), ingressou no Serviço Nacional de Informações (SNI) que, segundo sua própria avaliação, constituía a “base da atividade militar”. Ocupou, nesta instituição, três importantes cargos: assessor do ministro-chefe do SNI, general Carlos Alberto Fontoura; chefe de gabinete do chefe do SNI, general-de-divisão João Batista Figueiredo; e chefe da Agência Central do SNI de 1975 a 1978, os dois últimos cargos durante o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979).

Assumiu em junho de 1978 o comando da 5ª Brigada de Infantaria Blindada, em Ponta Grossa (PR), no qual permaneceu até janeiro de 1980. De janeiro a agosto deste ano, comandou a 3ª Região Militar. Em setembro, foi nomeado comandante da 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria (RS), conhecida por receber o melhor equipamento bélico em uso da força terrestre (perdia em tamanho, na época, apenas para a 1ª Divisão, sediada na Vila Militar).

Em janeiro de 1982 despediu-se do cargo para dar lugar ao general Diogo de Oliveira Figueiredo, irmão do presidente João Figueiredo. Foi então nomeado vice-chefe do Departamento de Material Bélico do Exército, cargo em permaneceu até março de 1984. Neste mesmo mês, indicado pelo Alto Comando do Exército, foi promovido a general-de-exército.

Em maio seguinte, assumiu o comando do II Exército, sediado em São Paulo, em substituição ao general Sérgio de Ari Pires. Na cerimônia da posse, em maio de 1984, Ramos de Castro declarou-se “surdo e mudo” na política, lembrando a importância do serviço do SNI para o atual governo. Em janeiro de 1986, o II Exército passou a se denominar Comando Militar do Sudeste. Deixou o cargo em dezembro de 1986, sendo substituído pelo general Dêntice Linhares. Em janeiro seguinte, passou para a reserva. Desde então não exerceu nenhuma atividade profissional. Ainda em 1987, ingressou no Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, sediado no Rio de Janeiro, passando a proferir palestras e conferências em estabelecimentos de ensino militar.

Em julho de 2000, residia no Rio de Janeiro.

Fez os cursos de formação de oficiais, de aperfeiçoamento de oficiais, de comando e estado-maior (ECEME), de comando e estado-maior das forças armadas (ESG). Cursou também a Escola de Motomecanização, tendo feito, em Fort Leavenworth, nos Estados Unidos, o curso de comando e estado-maior.

Foi ainda comandante de Regimento de Cavalaria (Regimento Andrade Neves), instrutor de logística e tática geral na ECEME, adido do Exército junto à embaixada do Brasil em Buenos Aires.

Casou-se com Lúcia Costa Castro, com quem teve dois filhos, ambos oficiais do Exército.