CEARÁ, Ubirajara Índio

Ubirajara Índio do Ceará nasceu em Quixadá (CE) no dia 20 de fevereiro de 1912, filho de Francisco Assis Ferreira Lima e de Felismina Holanda Ferreira Lima. Seu avô paterno, Timóteo Epifânio Ferreira Lima, e seu bisavô paterno, André Epifânio Ferreira Lima, foram deputados estaduais.

Estudou no Colégio São Luís e no Liceu do Ceará, ingressando em seguida na Faculdade de Direito do Ceará, pela qual se bacharelou em ciências jurídicas e sociais no ano de 1932.

Em seu estado, foi promotor-adjunto de Fortaleza (1931-1932), professor da Escola de Serviço Social e da Faculdade de Ciências Econômicas da universidade local, secretário da Faculdade de Direito (1932).

Fiscal do Ministério do Trabalho, entre 1933 e 1935, iniciou sua carreira política concorrendo ao pleito de outubro de 1934, no qual foi eleito deputado estadual na legenda da Liga Eleitoral Católica. Atuou na Assembleia Legislativa entre 1935 e 1937, quando foi decretado o Estado Novo e fechadas todas as assembleias estaduais.

Atuando na Justiça do Trabalho, foi inspetor regional do Ministério do Trabalho no Piauí e no Pará (1937-1941), procurador do Departamento Nacional do Trabalho (1941-1942), procurador regional do Trabalho na 1ª e na 7ª regiões, procurador junto ao Tribunal Superior do Trabalho, delegado regional do Trabalho no Ceará e juiz do Tribunal Regional do Trabalho, 7ª Região. Procurador da Justiça do Trabalho, entre 1942 e 1945, ainda neste ano foi transferido para o Ceará, onde permaneceu na Procuradoria até 1962.

Em outubro de 1962, tornou a concorrer a eleições, dessa vez para deputado federal. Eleito suplente pela Coligação União pelo Ceará, aliança local entre o Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN), ocupou uma cadeira na Câmara entre 7 de abril e 27 de dezembro de 1965. Em consequência de extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de sustentação ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, retomando o mandato de 23 de março a 18 de agosto de 1966. Concorrendo a uma vaga de deputado federal, pela legenda da Arena, nas eleições de novembro de 1966, obteve novamente apenas uma suplência. No ano seguinte assumiu a Secretaria de Educação no governo de Plácido Castelo (1967-1971).

Foi também diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc).

Faleceu em Fortaleza, no dia 22 de março de 1979.

Era casado com Maria Dolores Ferreira Lima, com quem teve nove filhos.