COELHO, Saulo
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Saulo Levindo Coelho nasceu em Belo Horizonte no dia 29 de setembro de 1949, filho de Levindo Ozanam Coelho e de Cibele Pinto Coelho. Seu pai foi prefeito de Ubá (MG) entre 1939 e 1946, deputado estadual da Assembleia Legislativa mineira (1947-1951, 1953-1959 e 1983-1987), deputado federal eleito por Minas (1959-1975), vice-governador (1975-1978) e governador de Minas (1978-1979). Seu avô, Levindo Eduardo Coelho, foi deputado federal por Minas Gerais em 1930, constituinte em 1934 e 1946 e senador por Minas Gerais de 1946 a 1955. Seu tio, Eduardo Levindo Coelho, foi secretário de Governo (1978-1979) durante a gestão de Levindo Ozanan Coelho, e secretário de Saúde (1979-1981) e de Educação (1981-1982) durante o governo de Francelino Pereira dos Santos.
Saulo Coelho fez o curso de administração de empresas na Fundação Mineira de Educação e Cultura em Belo Horizonte, formando-se em 1973. Antes de terminar a graduação, em 1972, tornara-se auditor da Arthur Andersen, permanecendo na função até 1974. Nesse ano passou a trabalhar como analista de projetos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, no qual ficou até 1976. Em 1977 foi trabalhar na Açominas, exercendo os cargos de gerente, superintendente e diretor administrativo. Em 1979 participou, como representante da Açominas, do Simpósio Minas e a Siderurgia, em Londres.
Em novembro de 1986, candidatou-se a uma cadeira na Assembleia Nacional Constituinte por Minas Gerais, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), obtendo apenas uma suplência. Assumiu o mandato em novembro de 1988, em substituição a Homero Santos, que fora nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) pelo presidente José Sarney, vindo a integrar o chamado Grupo Parlamentar Siderúrgico. Nesse mesmo ano saiu da Açominas.
Entre 1989 e 1990, foi membro titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente das Comissões de Saúde, Previdência e Assistência Social e de Transportes da Câmara. Ainda em 1990, deixou o PFL e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e nessa legenda foi eleito deputado federal em outubro daquele ano. Empossado em fevereiro de 1991, participou, na Câmara, da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e foi suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio.
Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ter-se envolvido num esquema de corrupção comandado por Paulo César Farias, tesoureiro de sua campanha eleitoral. Afastado da presidência logo após a votação, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.
Ainda durante esta legislatura, Saulo Coelho votou favoravelmente à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), contribuição de 0,25% que incidiu sobre transações bancárias, e à instituição do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiu ao governo federal retirar recursos de áreas como saúde e educação. Foi contrário à proposta que estabelecia o fim do voto obrigatório, que acabou rejeitada pela Câmara.
Candidato à reeleição no pleito de outubro de 1994 na legenda do PSDB, não obteve sucesso, deixando a Câmara dos Deputados ao final da legislatura, em janeiro do ano seguinte.
Em 25 julho de 1995, Saulo Coelho, presidente do PSDB em Minas Gerais, assumiu a presidência da Telecomunicações de Minas Gerais (Telemig) por indicação do governador do estado, Eduardo Azeredo (1995-1998).
Em outubro de 1998, candidatou-se novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados na legenda do PSDB, mas não conseguiu se eleger.
Saulo Coelho foi também presidente da Federação Mineira de Automobilismo e da Confederação Brasileira de Automobilismo.
Teve três filhos.