COIMBRA, Margarida

Margarida Coimbra do Nascimento nasceu em Niterói no dia 21 de agosto de 1955, filha de José Ciríaco do Nascimento e Margarida Maria Coimbra do Nascimento.

Em junho de 1979, formou-se em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1981 fez pós-graduação em análise estrutural e dimensionamento de concreto armado e protentido e, em 1982, em engenharia de segurança do trabalho pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Ao concluir seus estudos, começou a trabalhar na Noronha Engenharia, empresa de consultoria voltada para a área de transportes, monitoramento e manutenção de pontes, responsável pela Rio-Niterói. Permaneceu na empresa durante 12 anos.

Em dezembro de 1993, a convite do presidente Itamar Franco (1992-1994), assumiu a pasta do Ministério dos Transportes em substituição a Alberto Goldman. O convite para integrar a equipe ministerial deveu-se basicamente ao trabalho desenvolvido junto ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) na concorrência para a concessão da exploração do pedágio da ponte Rio-Niterói à iniciativa privada. Ao assumir a pasta, defendeu a continuidade do programa de parceria iniciado pelo seu antecessor, pelo qual empresas privadas poderiam explorar trechos rodoviários e ferroviários mediante sistema de concessão pública, comprometendo-se com os investimentos em recuperação, modernização e ampliação.

Sua primeira iniciativa no novo cargo foi a decisão de transferir a direção do DNER de Brasília para o Rio de Janeiro, sua antiga sede. O DNER tivera sua mudança decretada para o Distrito Federal em abril de 1990, por conta da reforma administrativa do então ministro da Administração Federal no governo de Fernando Collor de Melo, João Santana. Para Margarida Coimbra, a volta do DNER para o Rio seria a solução imediata e viável para fazer que ele voltasse a funcionar efetivamente. Contudo, essa iniciativa trouxe-lhe transtornos pois foi acusada de tentar esvaziar politicamente Brasília.

Margarida Coimbra enfrentou, também, problemas referentes a seu marido, Carlos Henrique Siqueira, acusado de utilizar tráfico de influência para agilizar a liberalização de pagamentos e empenhos do DNER para a empresa em que era diretor, a Noronha Engenharia. Esse fato desgastou ainda mais a imagem da ministra, que atribuiu a denúncia a grupos contrários à transferência da sede do DNER de Brasília para o Rio de Janeiro.

No início de março de 1994, Margarida anunciou sua demissão do Ministério dos Transportes, bem como a abertura de uma sindicância para investigar o suposto favorecimento da Noronha Engenharia que, ao ser concluída, nada comprovou. Para substituí-la no ministério foi indicado o general Rubens Bayma Denys. Durante o curto período em que ficou à frente da pasta foi responsável pela elaboração do Primeiro Programa de Explorações de Rodovias a ser implantado no país.

Continuou, até dezembro de 1994, como assessora do presidente Itamar Franco para assuntos de transportes.

Ainda em 1994, fez o curso de administração empresarial e financeira na Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas e, dois anos depois, o mestrado na área de gerenciamento e planejamento pela Universidade Federal Fluminense.

Posteriormente, tornou-se diretora da MCN Engenharia, empresa de consultoria na área de concessão de rodovias, implantação de empresas de concessões rodoviárias, operações rodoviárias, gerenciamento e planejamento de Obras de Arte Especiais (pontes, túneis, viadutos e passarelas). Passou também a desempenhar as funções de representante no Brasil do National Highway Institute para formação de técnicos especializados no gerenciamento e monitoramento de obras nas rodovias brasileiras.

Casou-se com Carlos Henrique Siqueira.