CORREIA NETO, Jonas de Morais

Jonas de Morais Correia Neto nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 22 de novembro de 1925, filho de Jonas de Morais Correia Filho e de Valdemerina Ramos Correia. Seu pai foi militar (participou do levante tenentista de 1922) e político (foi constituinte de 1946 e deputado federal pelo Distrito Federal entre 1946 e 1951).

Ingressou na Escola Militar de Realengo (RJ), procedente do Colégio Militar em março de 1943. Em janeiro de 1945 foi para a Escola Militar de Resende (RJ), onde deu continuidade à sua formação. Em dezembro de 1945 foi promovido a segundo-tenente e em janeiro de 1948 a primeiro-tenente. Em maio seguinte matriculou-se no curso de guerra química, nos Estados Unidos, concluindo-o em dezembro. Em abril de 1951, passou a capitão. Em janeiro do ano seguinte foi nomeado para servir no Colégio Militar, como comandante da 5ª Companhia de Artilharia. Transferido para o Regimento Floriano (1º R. o 105 C.A) em agosto de 1954, em fevereiro iniciou o curso de artilharia da Escola de Aperfeiçoamento Para Oficiais (EsAO), concluindo-o em outubro.

Após fazer o curso da Escola Superior de Comando do Estado-Maior do Exército (ECEME), entre fevereiro de 1950 e dezembro de 1960, foi designado para estágio no Quartel Geral da guarnição de Uruguaiana (RS), onde permaneceu até maio de 1961. Instrutor do curso de cooperação de armas e serviços da EsAO de janeiro a dezembro de 1963, em seguida tornou-se instrutor da Seção de Ensino da escola. Permaneceu nesse cargo até fevereiro de 1965, quando foi designado para servir no EME. Em agosto, foi promovido ao posto de tenente-coronel.

Em março de 1970 matriculou-se curso de estado-maior e comando das forças armadas, oferecido pela Escola Superior de Guerra (ESG), diplomando-se em dezembro. Em março de 1971, assumiu o comando do Colégio Militar de Porto Alegre, exercendo-o até março de 1973. Promovido a coronel em outubro daquele ano, de março a dezembro de 1974 realizou o curso superior de guerra.

Assistente-secretário do Comando da ESG de maio de 1976 a dezembro de 1977, em fevereiro de 1978 foi nomeado assistente do secretário do general-de-exército Airton Pereira Tourinho, chefe do Departamento Geral de Pessoal (DGP), em Brasília. Em abril foi transferido para o Departamento de Engenharia e Comunicação (DEC), também em Brasília, como chefe de gabinete. Em dezembro foi designado para o Estado-Maior do Exército (EME). Em abril de 1979 assumiu o comando da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão do Exército, em Cruz Alta (RS). Em março de 1980 recebeu a promoção de general-de-brigada.

Diretor de Inativos e Pensionistas de julho de 1981 a março de 1983, neste último mês foi nomeado subchefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Em abril do ano seguinte foi promovido a general-de-divisão e em seguida nomeado diretor de Especialização e Extensão do Exército. Em março de 1985 foi nomeado secretário-geral do Exército, permanecendo no exercício dessa função por um ano. Em março de 1988, o presidente da República José Sarney nomeou-o comandante Militar do Sudoeste. Nesse mesmo mês recebeu a patente de general-de-exército.

Em dezembro de 1989, foi exonerado do Comando Militar do Sudeste, e nomeado, em janeiro de 1990, ministro de Estado chefe do EMFA. Em janeiro de 1991, garantiu que o Brasil, a despeito do apoio incondicional dado pelo governo às resoluções tomadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), não mandaria tropas para o Oriente Médio, onde se travava a chamada guerra do Golfo, entre o Iraque e os Estados Unidos. Ressaltando não haver razão para temores sobre atentados terroristas no país em razão do conflito, salientou que a única repercussão da guerra no Brasil era o racionamento de combustível.

Em abril de 1991, transmitiu a chefia do EMFA para o general Antônio Luís da Rocha Veneu. Ainda este mês, o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) prendeu o presidente da Federação das Associações dos Militares da Reserva (Famir), o tenente Antônio Garcia, acusado de fazer “críticas desrespeitosas” a Jonas Morais Correia. Em carta publicada no Correio Brasiliense, do dia 14 de abril, Garcia chamara o general Jonas Morais de “incoerente”, “narcisista”, “insensível” e “pelego”. A carta do tenente Garcia foi escrita em resposta a uma entrevista do general no mesmo jornal dois dias antes, na qual este afirmava que o salário dos militares estava baixíssimo. Garcia respondeu que esta declaração era uma “ironia” que o general tinha feito por estar deixando o EMFA. Antes de ser preso, o tenente respondeu a um ofício do Comando Militar do Planalto (CMP) confirmando as declarações.

Após entregar o cargo de chefe do EMFA, Jonas Correia de Morais foi transferido para reserva remunerada, não vindo a desenvolver nenhuma atividade profissional.

Sócio do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, do qual foi presidente, e do Instituto Histórico-Geográfico Brasileiro, de cujo conselho fiscal tornou-se membro, veio a integrar ainda a Academia Carioca de Letras.

Casou-se com Ercília Goulart Pinto, com quem teve quatro filhos.