CORREIA, Vitorino

José Vitorino Correia nasceu em Itapecirica (MG) no dia 3 de setembro de 1901, filho de Leopoldo Correia e de Maria Augusta Melo Correia.

Cursou o Colégio Militar de Barbacena, em Minas Gerais, e sentou praça no Exército em fevereiro de 1921, ingressando na Escola Militar do Realengo, na capital da República. Estudava nessa instituição, quando eclodiu, em 5 de julho de 1922, a revolta em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e as punições impostas pelo governo de Epitácio Pessoa aos militares. Por sua participação nesse movimento, que envolveu no Rio a Escola Militar, o forte de Copacabana e a Vila Militar, e em Mato Grosso o contingente do Exército local, foi afastado do Exército.

Após a vitória da Revolução de Outubro de 1930, foi anistiado em novembro seguinte e voltou à ativa como primeiro-tenente comissionado, patente em que foi efetivado em abril de 1932. Servia no 2º Regimento de Artilharia Montada em outubro de 1934, quando foi promovido a capitão. Cursou em seguida a Escola das Armas e a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, alcançando o posto de major em abril de 1943. A partir de 1944, foi chefe de polícia e comandante da Polícia Militar do Piauí.

Com o fim do Estado Novo (29/10/1945) e a consequente redemocratização do país, o recém-empossado presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), nomeou Vitorino Correia como interventor federal no Piauí, tomando posse em 14 de maio de 1946 em substituição a Benedito Martins Napoleão do Rego. Durante seu governo, adquiriu, mediante financiamento da Caixa Econômica Federal, três turbinas termoelétricas para solucionar o problema da deficiência energética do estado. Em 1º de setembro seguinte foi exonerado do cargo, transmitindo o governo a Manuel Sotero Vaz da Silveira.

No ano de 1947 integrou a comissão construtora de edifícios de apartamentos de oficiais e mais tarde foi diretor do departamento de previdência do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE). Em setembro de 1948 foi promovido a tenente-coronel.

No pleito de outubro de 1950 foi eleito deputado federal pelo Piauí na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte e, em dezembro de 1952, foi promovido a coronel. Em outubro de 1954 foi reeleito na legenda da Coligação Trabalhista, constituída pelo PSD e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e em outubro de 1958 obteve a suplência do senador pelo Piauí Joaquim Santos Parente, apoiado pelas Oposições Coligadas, formadas pelo PTB e a União Democrática Nacional (UDN). Deixando a Câmara Federal em janeiro de 1959, ocupou uma cadeira no Senado de julho a novembro de 1959 e de agosto a novembro de 1960.

Faleceu em Teresina em 1974.

Era casado com Jandira Maria de Oliveira Correia, com quem teve um filho.