COSTA, Nita
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Leolina Nita Barbosa Sousa Costa, conhecida como Nita Costa, nasceu em Feira de Santana (BA) no dia 7 de novembro de 1907, filha de Deoclécio Barbosa de Sousa e de Maria Machado Barbosa de Sousa.
Estudou na sua cidade natal e em Salvador, cursando até o ginasial.
Em 1930 tornou-se vice-presidente do Instituto de Proteção e Assistência a Infância da Bahia, atendendo a convite do médico Alfredo Magalhães, criador da instituição e sogro de seu irmão. Com o falecimento de Magalhães veio a ocupar a presidência do instituto, que, na época, mantinha posto de saúde, creche e curso pré-natal. No exercício da presidência, fundou o Hospital Alfredo Magalhães, no bairro Rio Vermelho, em Salvador. Criou diversos postos de saúde em Salvador, uma maternidade em Feira de Santana e outra em Cachoeira (BA).
Uma das fundadoras do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na Bahia, agremiação criada em 1945 com o fim do Estado Novo e a consequente reformulação partidária, Nita Costa, dando prosseguimento à sua ação assistencial, fundou uma maternidade em Salvador que no governo estadual de Régis Pacheco (1951-1955) tornou-se conveniada da Universidade Federal da Bahia (Ufba), e posteriormente foi rebatizada como Maternidade Nita Costa.
Elegeu-se deputada federal pelo PTB no pleito de outubro de 1954, obtendo 20% dos votos dos eleitores da capital baiana. Assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 1955. Foi a primeira deputada federal do Nordeste do país. Na legislatura 1955-1959, a bancada feminina reduzia-se a ela e a Ivete Vargas, do PTB de São Paulo.
Durante a legislatura integrou 11 comissões, sendo titular da Comissão de Constituição e Justiça. Na sua atividade parlamentar formulou alguns projetos de lei voltados para a melhoria das condições de trabalho de várias categorias de trabalhadores, e lutou pela reformulação do conceito de cidadania da mulher brasileira. Não conseguindo reeleger-se no pleito de outubro de 1958, deixou a Câmara dos Deputados no dia 31 de janeiro de 1959, ao final da legislatura.
Abandonando a carreira política, continuou dedicada às atividades assistenciais, tendo colaborado com o cardeal-arcebispo de Salvador, dom Augusto Álvaro da Silva, em seu projeto de recuperação de prostitutas.
Faleceu em Novo Hamburgo (RS) no dia 7 de março de 1963.
Era casada com Leonardo de Almeida Costa, com quem teve duas filhas.