COVELO, Antônio Augusto
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Antônio Augusto Covelo nasceu em Rio Claro (SP) no dia 20 de dezembro de 1886, filho de Miguel Covelo e de Isabel Paulina Covelo.
Fez os primeiros estudos em sua cidade natal, prosseguindo-os na Escola Complementar de Itapetininga (SP). Cursou até o segundo ano de pedagogia na Escola Prudente de Morais, em São Paulo, tendo também freqüentado o Instituto de Ciências e Letras. Ingressou em 1903 na Academia de Direito de São Paulo, cursou por dois anos a Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, e, de volta à Academia de Direito de São Paulo, formou-se em 1908.
Iniciou-se no jornalismo em 1910 como diretor do jornal Cruzeiro do Sul de Sorocaba (SP). Em plena Campanha Civilista (1909-1910), promoveu em seu jornal a candidatura de Rui Barbosa à presidência da República, em oposição à candidatura do marechal Hermes da Fonseca, afinal eleito em março de 1910. Em 1911 assumiu a direção do jornal Comércio de Jaú onde permaneceu por um ano, quando atuou como advogado no foro da capital paulista. Diretor-proprietário da Gazeta de São Paulo de 1918 a 1921, atuou em seguida no Correio Paulistano onde foi redator político até 1923.
No pleito de 1924 elegeu-se deputado estadual em São Paulo, não sendo reconhecido em virtude da decretação do estado de sítio e do fechamento do Congresso pelo presidente Artur Bernardes. Reeleito, atuou como deputado estadual em duas legislaturas, de 1927 a 1930, tornando-se líder da maioria e presidente da Comissão de Fazendas e Contas da Assembleia Legislativa. Apesar de manter-se afastado das lutas partidárias desde 1928, continuou a exercer seu mandato até 1930, quando a revolução de 3 de outubro suprimiu todos os órgãos legislativos do país.
A imediata nomeação do tenente João Alberto Lins de Barros para interventor em São Paulo significou a marginalização do segmento da oligarquia política local que havia participado do movimento revolucionário, em especial do Partido Democrático (PD). A oposição entre as correntes políticas tradicionais do estado, em cujas fileiras estava Antônio Augusto Covelo, e as forças tenentistas aliadas do governo federal acirrou-se ao longo de 1931-1932. Covelo voltou às lutas partidárias com a Revolução Constitucionalista de 1932. No ano seguinte, devido a seus interesses como proprietário agrícola em Guarulhos (SP), filiou-se ao Partido da Lavoura. Nessa legenda elegeu-se em maio deputado por São Paulo à Assembleia Nacional Constituinte. Assumindo o mandato em novembro do mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve seu mandato prorrogado até maio de 1935. Reeleito em outubro de 1934, para a legislatura ordinária que se seguiu, permaneceu na Câmara até novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo dissolveu todos os órgãos legislativos do país.
Covelo foi ainda promotor público em Sorocaba (SP), tendo também lecionado lógica no Ginásio Hydecroft e fundado o Ginásio de Sorocaba.
Faleceu na cidade de São Paulo no dia 23 de novembro de 1942.
Publicou O advogado; uma interessante questão forense e a fundação do Instituto de Advogados de São Paulo: minuta de agravo (1919), O juiz é a vida do direito (1942), O Rio de Janeiro no tempo de Luís Edmundo (1942), O problema da lepra, Discursos, Coletânea de artigos, Do regime de bens no casamento e A concepção de Estado.