CRUZ, Dilermando

Dilermando Martins da Costa Cruz Filho nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 19 de maio de 1907, filho do jornalista, escritor e membro fundador da Academia Mineira de Letras Dilermando Martins da Costa Cruz e de Maria Antonieta Lobato Chagas Cruz.

Cursou o Colégio Militar e diplomou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, especializando-se em eletrocardiologia.

Médico da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais em 1931, envolveu-se nos conflitos da Revolução de 1932, sendo ferido, na região da serra da Mantiqueira. Antes da decretação do Estado Novo em 10 de novembro de 1937, à qual se opôs, posição que lhe custou o posto de capitão-médico, fora vereador (1936) à Câmara Municipal de sua cidade natal. Incluiu-se entre os signatários do Manifesto dos mineiros, lançado em outubro de 1943 com as assinaturas dos mais importantes nomes da política mineira, reivindicando a redemocratização do país.

No pleito de 19 de janeiro de 1947, elegeu-se deputado à Assembleia Constituinte mineira na legenda do Partido Republicano (PR), do qual se tornou líder logo ao início de seu mandato. Renunciou à cadeira, entretanto, em 12 de dezembro do mesmo ano, a fim de assumir a prefeitura municipal de Juiz de Fora, para a qual foi eleito. No pleito de outubro de 1950, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais na mesma legenda, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em setembro de 1952, deixou a Câmara e tornou-se secretário de Viação e Obras Públicas de Minas durante o governo de Juscelino Kubitschek, permanecendo no cargo até janeiro de 1953. Reassumiu então sua cadeira na Câmara dos Deputados e tornou-se líder do PR a partir de abril seguinte.

Em outubro de 1954, foi reeleito deputado federal por Minas Gerais, sempre na legenda do PR. Em outubro do ano seguinte, assumiu a liderança do Bloco Parlamentar Independente. Ainda em 1955, integrou a Liga de Emancipação Nacional, organização criada a partir do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN) com o objetivo de lutar pelo desenvolvimento econômico nacional independente e contra a penetração do capital estrangeiro. Em abril de 1957, tornou-se vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados e, a partir de outubro do mesmo ano, vice-líder do Bloco Parlamentar da Oposição, encerrando seu mandato em 31 de janeiro de 1959.

Dilermando Cruz foi, ainda, diretor-presidente da Malharia Seda, diretor da Casa de Saúde, do Banco Mineiro da Produção, da Companhia de Financiamento e Investimento de Minas Gerais, do jornal juiz-forano Correio da Tarde e da Companhia de Força e Luz de Juiz de Fora.

Faleceu no dia 28 de julho de 1971.

Era casado com Maria Luísa Tostes de Carvalho Costa Cruz.