ALVARENGA, Manuel Caldeira de
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Manuel Caldeira de Alvarenga nasceu na Fazenda de Grumaú, em Guaratiba, bairro da cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 3 de julho de 1875, filho de Francisco Caldeira de Alvarenga, fazendeiro, e de Mafalda Teixeira de Alvarenga, professora pública.
Estudou humanidades no Colégio Santa Rosa, em Niterói. Ainda estudante, participou da Campanha Civilista, movimento de caráter antimilitarista que, em 1909-1910, promoveu a candidatura de Rui Barbosa à presidência da República em oposição à do marechal Hermes da Fonseca, afinal eleito em março de 1910. Concluiu o curso de humanidades em 1912, ingressando em seguida na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, pela qual se bacharelou em 1917.
Logo após diplomar-se, instalou uma banca de advocacia no Rio de Janeiro e, em 1923, exerceu o cargo de chefe de polícia do Distrito Federal. Novamente no exercício da advocacia, foi nomeado em 1930 consultor jurídico da Prefeitura do Distrito Federal, cargo que deixou com o advento da Revolução de 1930 em virtude de sua ligação com o presidente deposto, Washington Luís.
Em março de 1933 participou da fundação do Partido Autonomista do Distrito Federal. Organizado por uma comissão integrada por Pedro Ernesto Batista - então interventor no Distrito Federal -, Pedro Aurélio de Góis Monteiro, João de Mendonça Lima e João Alberto Lins de Barros, o partido obteve o apoio de Getúlio Vargas, que viu na nova organização uma possibilidade de reconciliação entre os “tenentes” e os políticos que contestavam o Governo Provisório. Essa expectativa baseava-se no grande prestígio de que gozava Pedro Ernesto tanto entre as forças tenentistas como entre a população do Distrito Federal.
Em maio do mesmo ano concorreu a um mandato de deputado à Assembleia Nacional Constituinte na legenda do Partido Autonomista do Distrito Federal, obtendo contudo apenas uma suplência. Concluídos os trabalhos constituintes e proclamada a nova Constituição em 16 de julho de 1934, elegeu-se no pleito de outubro seguinte deputado federal na legenda do Partido Autonomista do Distrito Federal. Empossado em maio de 1935, foi eleito secretário da mesa da Câmara, cargo a que renunciou em virtude da intervenção federal no Distrito Federal em abril de 1936, que resultou na cassação de Pedro Ernesto e no fim da autonomia do Distrito Federal. Teve o mandato suspenso em novembro de 1937 pelo golpe que implantou o regime do Estado Novo. Com o recesso das atividades políticas, retornou em 1939 à função de advogado da Prefeitura do Distrito Federal.
Atuou também na Frente Única da Política Carioca, no Movimento Libertador da Terra Carioca e na União Autonomista Carioca, tendo integrado ainda a comissão encarregada de estudar a reforma judiciária.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 17 de janeiro de 1954.
Era casado com Maria José da Costa Alvarenga.