CUNHA, Wilson
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
José Wilson da Cunha nasceu em Itabaiana (SE) no dia 10 de agosto de 1951, filho de Antônio Francisco da Cunha e de Joana Perpétua da Cunha.
Filiado desde 1975 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a posterior reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS). Funcionário público, elegeu-se vereador de Itabaiana nas eleições de novembro de 1982, transferindo-se nesse mesmo ano para o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Reeleito em novembro de 1988, conquistou o mandato de deputado estadual em outubro de 1990. Titular da Comissão de Constituição e Justiça, em 1991 migrou para o PMDB, assumindo a liderança do partido na Assembleia Legislativa.
Nas eleições de outubro de 1994, elegeu-se deputado federal. Em 1995 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Titular das comissões de Direitos Humanos e de Trabalho, Administração e Serviço Público, e suplente da Comissão de Finanças e Tributação, votou a favor da quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo e navegação de cabotagem; da mudança no conceito de empresa nacional; da prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação.
Em julho de 1996, votou a favor do projeto de emenda constitucional do senador Antônio Carlos Valadares, do Partido Socialista Brasileiro (PSB-SE), que criou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), substituindo o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira como fonte suplementar de recursos destinados à saúde pública.
Em janeiro e fevereiro de 1997, votou a favor da emenda que permitia a reeleição de prefeitos, governadores e presidente da República. Em novembro do mesmo ano, já filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), licenciou-se para ocupar a Secretaria Especial de Assuntos Parlamentares do governo de Sergipe. Sua vaga foi ocupada pelo suplente Messias Góis. Voltou ao Legislativo Federal em 2 de abril de 1998, ausentando-se novamente no dia seguinte, alegando motivos de saúde e a necessidade de tratar de questões particulares. Substituído mais uma vez por Messias Góis, retornou somente em agosto quando expirou sua licença de 120 dias.
Em novembro de 1998, votou a favor do teto de R$ 1.200 para aposentadorias no setor público, e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para os trabalhadores no setor privado, itens fundamentais da reforma da Previdência. Em janeiro de 1999, posicionou-se favoravelmente à aprovação da lei de cobrança previdenciária de inativo. Sem tentar a reeleição, deixou a Câmara ao término da legislatura em 31 de janeiro de 1999.
Em 2002 candidatou-se novamente a deputado federal por Sergipe agora na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Obteve uma suplência. Filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), nas eleições municipais de 2004, concorreu a vereador de Itabaiana e conquistou uma suplência.
Ao longo de sua vida fez o curso de contabilidade.
Casou-se com Vânia Maria Barreto Cunha, com quem teve quatro filhos.