ÁLVARES, Alberto
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Alberto Álvares Fernandes Vieira nasceu em Pitangui (MG) no dia 3 de dezembro de 1878, filho de Antônio Álvares Fernandes e de Maria Joana Vieira Maciel.
Fez os estudos secundários em São João del Rei (MG) e bacharelou-se em 1906 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Depois de formado, foi promotor público em Diamantina (MG), passando em seguida a advogar em Belo Horizonte.
Participou da campanha civilista de 1909, dirigindo o Correio do Dia, órgão oficial do movimento que apoiava a candidatura de Rui Barbosa à presidência da República, em oposição à do general Hermes da Fonseca, afinal vitoriosa. Elegeu-se deputado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 1914 pelo Partido Republicano Mineiro (PRM), assumindo o mandato em 1915. Membro da Comissão de Finanças, renunciou ao mandato em 1918 para tornar-se diretor-geral da Rede Ferroviária Sul Mineira. Posteriormente, foi diretor da Estrada de Ferro Maricá, no Estado do Rio. Foi também diretor-geral da Instrução Pública durante o governo de Antônio Carlos (1926-1930).
Partidário da Revolução de 1930, foi eleito em 1934 representante dos empregadores da lavoura e da pecuária, tornando-se deputado federal classista. Empossado em maio do ano seguinte, participou da comissão que avaliou e rejeitou a proposta de implantação do sistema parlamentar de governo no país, formulada pelo deputado gaúcho Raul Pilla. Exerceu o mandato até novembro de 1937, quando, com a implantação do Estado Novo, foram dissolvidos todos os órgãos legislativos do país.
Foi ainda catedrático de francês e de matemática do Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, correspondente dos jornais Correio da Manhã e de O Estado de S. Paulo e colaborador de O Estado de Minas.
Faleceu em Belo Horizonte no dia 16 de agosto de 1962.
Era casado com Maria Helena Álvares da Silva.
Publicou uma gramática de esperanto e um compêndio de aritmética.