DANTAS, Tourinho
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João Carlos Tourinho Dantas nasceu em Salvador no dia 26 de agosto de 1922, filho de João da Costa Pinto Dantas Júnior e de Maria Mercedes Tourinho Dantas. Seu pai foi constituinte pela Bahia em 1946, secretário da fazenda no governo de Otávio Mangabeira (1947-1950) e deputado federal de 1946 a 1947 e de 1950 a 1959. Seu bisavô paterno, Cícero Dantas Martins, foi barão de Jeremoabo e deputado federal de 1869 a 1875 e em 1878. Seu avô paterno, João da Costa Pinto Dantas, foi deputado federal de 1903 a 1905 e de 1935 a 1937. Seu tio, Cícero Dantas Martins, foi governador do estado em 1955 e deputado federal de 1963 a 1971.
Formado pela Faculdade de Direito da Bahia em 1946, Tourinho Dantas elegeu-se em outubro de 1950, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), deputado à Assembleia Legislativa baiana. Empossado em fevereiro de 1951, reelegeu-se, sempre na legenda udenista, nos pleitos de outubro de 1954 e de 1958. Ao longo de seus três mandatos, ocupou a vice-presidência da Assembleia Legislativa e integrou diversas comissões, entre as quais a de Finanças, como vice-presidente, e a de Justiça, como vice-presidente e presidente. Foi também secretário-geral da seção estadual da UDN, entre 1956 e 1958, seu vice-presidente, entre 1958 e 1960 e líder da bancada do partido de 1958 a 1959. Ocupou ainda cargos importantes na administração estadual, como o de chefe do Serviço de Estrangeiros da Secretaria de Segurança e chefe de gabinete da Secretaria da Fazenda.
Em outubro de 1962 foi eleito deputado federal pela Bahia na legenda da UDN. Encerrou seu mandato estadual em janeiro de 1963 e, no mês seguinte, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados, tornando-se, em outubro, vice-líder de seu partido naquela casa.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº.2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime instituído pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964. Em novembro de 1966 reelegeu-se deputado federal pela Bahia, dessa vez na legenda arenista, e em novembro de 1970 foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo na Câmara Federal. Foi vice-presidente e presidente da Comissão de Finanças em 1971, no mesmo ano em que fez o curso da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Mais uma vez candidato no pleito de novembro de 1974, obteve dessa vez apenas uma suplência e, em janeiro de 1975, encerrou seu mandato. Enquanto permaneceu na Câmara dos Deputados, Tourinho Dantas foi membro de várias comissões parlamentares, sobretudo as de Segurança Nacional, de Serviço Público e de Economia.
Em 1975 foi nomeado, pelo governador Roberto Santos (1975-1979), secretário de Justiça da Bahia, cargo que exerceu até maio de 1977, quando foi substituído por Edvaldo Brito. No mesmo mês, tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia, função na qual permaneceu até 1986, quando se aposentou. Posteriormente ingressou no Rotary Clube, do qual foi governador entre 1993 e 1994.
Advogou em escritório até 1995, nesse ano foi eleito orador do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (IHGB), do qual se tornaria vice-presidente em 1997. Ainda nesse ano, foi também eleito vice-presidente do Instituto Genealógico da Bahia.
Casou-se com Maria Dulce da Silva Lima Dantas, com quem teve cinco filhos. Um deles, Sérgio Raimundo Tourinho Dantas, foi deputado federal de 1992 a 1995, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).