D’ARC, Joana
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Joana d’Arc Carvalho Guimarães nasceu em Cataguases (MG) no dia 19 de junho de 1957, filha de Ari Domingues Guimarães e de Júlia Carvalho Guimarães.
Em 1976 começou a estudar história na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Maria, em Cataguases, concluindo o curso em 1980. Em 1981 iniciou o curso de direito na Faculdade Viana Júnior, em Juiz de Fora (MG), diplomando-se em 1986.
Filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, elegeu-se vereadora de Cataguases em novembro de 1976. Assumindo o mandato no início de 1977, participou dos trabalhos legislativos como membro da Comissão de Serviços Públicos Municipais. Ainda em 1977, tornou-se secretária do diretório municipal do MDB.
Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se em 1981 ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que aglutinou os antigos membros do MDB, assumindo a secretaria do diretório municipal de Cataguases. No início de 1982, terminou seu mandato de vereadora e deixou o PMDB, ingressando no Partido dos Trabalhadores (PT). No mesmo ano, tornou-se secretária do diretório municipal do PT de Cataguases e, em 1988, assumiu a presidência do partido na cidade.
Em 1990 começou a trabalhar na Justiça do Trabalho. No mesmo ano concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, na legenda do PT, não sendo bem-sucedida. Em 1992, tornou-se delegada sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, função que exerceria até 1996.
Em 1994, tornou-se membro do diretório nacional do PT, candidatando-se novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados e obtendo a primeira suplência. Em 1995 tornou-se membro da executiva do diretório estadual do PT em Minas Gerais.
Com a eleição e posse do deputado federal do PT de Minas Gerais Chico Ferramenta na prefeitura de Ipatinga (MG), assumiu o mandato em 2 de janeiro de 1997. Participou dos trabalhos legislativos como integrante da Comissão de Relações Exteriores. Nas votações mais importantes de 1997, pronunciou-se contra a emenda que permitiu a reeleição dos prefeitos, dos governadores e do presidente da República e a emenda que extinguiu a estabilidade dos servidores públicos. Em setembro de 1997, durante o 11º Encontro Nacional do PT, realizado em São Paulo, foi eleita para ocupar a segunda vice-presidência da comissão executiva nacional do partido.
Candidatou-se à reeleição em outubro de 1998, não sendo bem-sucedida. Em novembro, declarou-se contrária à reforma da previdência que fixou um teto salarial para a aposentadoria dos servidores públicos e estabeleceu idade e tempo de contribuição mínimos para os trabalhadores do setor privado. Deixou a Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999, ao final da legislatura.
Casou-se com Humberto Aguiar Resende, com quem teve um filho.