DARÉ, João
| Tipo | Biográfico |
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João Daré participou, ao lado do então coronel Euclides Figueiredo, das articulações que resultaram na Revolução Constitucionalista de São Paulo, deflagrada em julho de 1932. Ingressou a seguir na Ação Integralista Brasileira (AIB), entidade política de orientação fascista criada por Plínio Salgado, cuja atuação baseava-se na defesa do corporativismo e na oposição ao liberalismo e ao comunismo. A AIB foi dissolvida pelo presidente Getúlio Vargas, juntamente com os demais partidos políticos, em dezembro de 1937, logo após a instauração do Estado Novo (10/11/1937). A partir daí, setores do integralismo optaram pela via insurrecional com o objetivo de depor o governo, contando com o apoio de alguns militares e políticos liberais antigetulistas.
Envolvido na preparação do levante integralista de maio de 1938, João Daré participou da reunião do quartel-general dos conspiradores, na avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em que foram articulados os últimos preparativos para o golpe, marcado para a madrugada do dia 11 daquele mês. Foi encarregado de libertar, na noite do dia 10, Euclides Figueiredo e Otávio Mangabeira, que se encontravam presos por conspirarem contra o governo. Ficou incumbido também de providenciar os caminhões para o transporte dos milicianos que atacariam o palácio Guanabara, residência do presidente da República, e outros locais estratégicos.
Vestido de coronel do Exército e acompanhado de um auxiliar disfarçado de investigador, apresentou-se no dia marcado ao hospital militar, requisitando os dois presos que ali se encontravam. Contudo, o plano foi descoberto e o delegado especial de segurança pública, Israel Souto, mandou prendê-lo. Além disso, não enviou os caminhões prometidos, prejudicando assim os assaltos previstos pelo levante.
O fracasso do golpe, decorrente da falta de articulação e de falhas de alguns líderes, provocou violenta repressão sobre todos os envolvidos no movimento.