DIAS, Francisco
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Francisco Dias Alves nasceu em Baturité (CE) no dia 20 de janeiro de 1936, filho de José Dias Alves e de Amélia Duarte Alves.
Em 1962, cursou teologia maior no Seminário Presbiteriano Conservador, em São Paulo, e se tornou ministro evangélico presbiteriano. Em 1968, passou a ser professor da rede pública de ensino do estado de São Paulo e, em 1972, concluiu o curso de licenciatura plena em letras (português e inglês) pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Sul-Mineira, em Machado (MG).
No pleito de novembro de 1976, candidatou-se a uma cadeira na Câmara Municipal de Guarulhos, pela legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro de 1977 e participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Educação. Em novembro de 1978, elegeu-se deputado estadual por São Paulo, pela legenda do MDB, assumindo o mandato no início do ano seguinte. Participou dos trabalhos legislativos como presidente da Comissão de Administração Pública e membro titular da Comissão de Educação.
Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se, no ano seguinte, ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB. Representante desse partido, foi vice-líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa e membro titular das comissões de Higiene e Saúde e de Assuntos Metropolitanos.
No pleito de novembro de 1982, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados, pela legenda do PMDB. Eleito, assumiu o mandato no início do ano seguinte e participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Educação e Cultura e suplente da Comissão de Transportes.
Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, apresentada na Câmara dos Deputados, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à aprovação – faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado – no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Francisco Dias votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência e faleceu em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março desse ano.
Francisco Dias disputou vaga de deputado federal constituinte no pleito de novembro de 1986, na legenda do PMDB, mas não foi bem-sucedido, obtendo apenas a quinta suplência. Assumiu o mandato em 7 de agosto de 1988, devido à posse do deputado Roberto Cardoso Alves no Ministério da Indústria e Comércio do governo José Sarney (1985-1990). Francisco Dias participou de apenas uma votação importante da Assembleia Nacional Constituinte, com voto contrário à desapropriação da propriedade produtiva. Assinando a nova Carta (5/10/88), deixou a Câmara em dezembro seguinte, em virtude de sua eleição, no pleito de novembro de 1988, para o cargo de vice-prefeito de Guarulhos, na legenda do PMDB. Empossado em janeiro do ano seguinte, passou a acumular também a chefia de gabinete da prefeitura. Em 1990 e 1991, chegou a ocupar interinamente a prefeitura, durante alguns dias. Deixando esses cargos em dezembro de 1992, ao final do mandato municipal, no ano seguinte assumiu a Secretaria de Educação de Guarulhos, permanecendo na função até 1995, quando se transferiu para a Secretaria de Cultura. No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Governo, deixando o cargo em dezembro de 1996, quando findou o mandato municipal.
Em 1997, foi eleito presidente do diretório municipal do PMDB de Guarulhos. No pleito de outubro do ano seguinte, compôs a chapa do PMDB de São Paulo para o Senado, na condição de suplente de Jooji Hato, que não obteve êxito. Ainda em 1998, aposentou-se no magistério estadual de São Paulo.
Casou-se com Aleíde do Vale Mesquita Alves, com quem teve cinco filhos.