DIAS, Heitor
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Heitor Dias Pereira nasceu em Santo Amaro (BA) no dia 28 de maio de 1912, filho de Sebastião Dias Pereira e de Alzira de Lima Dias Pereira.
Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade da Bahia, em 1935.
Exerceu os cargos de secretário do Instituto do Cacau da Bahia entre 1945 e 1946, e de diretor da Imprensa Oficial do estado entre 1947 e 1951. Lecionou na Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia entre 1950 e 1955, ocupando interinamente a cátedra de filologia portuguesa.
Eleito vereador na cidade de Salvador, cumpriu o mandato de 1955 a 1959, tendo ocupado a presidência da Câmara Municipal desde o primeiro ano da legislatura até 1958. Em 1960 elegeu-se prefeito de Salvador na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Em outubro de 1962 foi eleito, na mesma legenda, deputado federal pela Bahia, e em fevereiro do ano seguinte deixou a prefeitura para tomar posse no novo cargo. Entre abril e novembro de 1963 interrompeu seu mandato para exercer a função de secretário de governo da Bahia, na gestão de Antônio Lomanto Júnior (1963-1967).
Com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/65) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), em cuja legenda foi reeleito deputado federal, em novembro de 1966. Entre maio de 1967 e novembro de 1968 afastou-se mais uma vez da Câmara para ocupar a Secretaria do Interior e Justiça do estado da Bahia, na gestão de Luís Viana Filho (1967-1971). Convidado a assumir novamente esse cargo, interrompeu em definitivo seu mandato em dezembro de 1968.
No pleito de novembro de 1970 elegeu-se senador pela Bahia, na legenda da Arena, iniciando o mandato em fevereiro de 1971. No Senado Federal exerceu a vice-liderança da Arena, foi presidente da Comissão de Legislação Social, vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, além de ter participado de várias outras comissões técnicas. Por ocasião do fechamento do Congresso, em abril de 1977, condenou a medida.
Disputando as eleições de novembro de 1978 para a Câmara Federal, obteve a primeira suplência pela Bahia na legenda da Arena. Deixou o Senado em janeiro de 1979 e, em virtude de sua nomeação para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, renunciou à vaga surgida na Câmara com a morte do deputado Teódulo Albuquerque, em agosto desse ano.
Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS) e nessa legenda concorreu a uma cadeira da Câmara dos Deputados pela Bahia, no pleito de novembro de 1982, obtendo novamente apenas uma suplência.
Em 1983, tornou-se ministro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) da Bahia, aí permanecendo até 1986, quando se aposentou.
Casou-se com Maria Bernadete de Almeida Dias Pereira.