DIAS, Juvêncio
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Juvêncio Antônio Vergolino Dias nasceu em Belém no dia 16 de outubro de 1929, filho de Juvêncio de Figueiredo Dias e de Maria Dorila Vergolino Dias.
Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Pará em 1953, fez cursos de pós-graduação no Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP), no Hospital das Clínicas de São Paulo e na Clínica Kós, do Rio de Janeiro.
Em novembro de 1966, elegeu-se deputado federal pelo Pará na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado em abril de 1964, assumindo o mandato em fevereiro de 1967. Reeleito em 1970, a partir de 1971 integrou as comissões de Transportes, de Comunicações e Obras Públicas e de Valorização Econômica da Amazônia da Câmara. Novamente reeleito em 1974, a partir do ano seguinte tornou-se membro da Comissão de Agricultura e Política Rural, além de suplente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Candidatou-se à reeleição em novembro de 1978, mas, obtendo apenas uma suplência, deixou a Câmara em janeiro de 1979.
Em seguida, tornou-se diretor do Banco da Amazônia, cargo que ocupou até 1990. Neste último ano, no pleito de outubro, elegeu-se suplente de senador, na chapa do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) encabeçada por Coutinho Jorge.
No início de outubro de 1992, Itamar Franco assumiu o governo, em caráter interino, após a Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade de abertura do processo de afastamento do presidente Fernando Collor (1990-1992), acusado de várias irregularidades. Com a nomeação de Coutinho Jorge, pelo presidente recém-empossado, para o novo Ministério da Amazônia Legal e Meio Ambiente, Juvêncio Dias assumiu a cadeira do titular no Senado. Quando do julgamento do impeachment de Collor, em 29 de dezembro desse ano, por essa casa do Congresso, pouco antes da votação, o presidente afastado apresentou sua renúncia, que não foi aceita pela Mesa do Senado. Horas depois, com voto favorável de Juvêncio Dias, o plenário da Câmara Alta aprovou o afastamento definitivo de Fernando Collor, que, em consequência, teve seus direitos políticos suspensos por oito anos. Com esse resultado, Itamar foi efetivado na chefia do Executivo brasileiro.
Com o retorno de Coutinho Jorge ao Senado em setembro de 1993, Juvêncio Dias voltou à condição de suplente. Em junho de 1998, mais uma vez assumiu o mandato de senador, desta vez devido à saída de Coutinho Jorge para o Tribunal de Contas do Estado do Pará. Em janeiro de 1999, ao término da legislatura, deixou o Senado.
Foi casado com Anete Teixeira Dias, com quem teve dois filhos. Seu filho André Teixeira Dias foi vereador em Belém pelo PMDB entre 1993 e 1994, ano em que se elegeu deputado estadual na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Reelegeu-se, no mesmo partido, em outubro de 1998.