DINIZ JÚNIOR, Leopoldo de

Leopoldo de Diniz Martins Júnior nasceu em Florianópolis, então Desterro, no dia 2 de setembro de 1889, filho do cirurgião-dentista Leopoldo Diniz Martins e de Maria Antônia Medeiros dos Santos Martins.

Fez seus primeiros estudos em sua cidade natal e bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1909. De volta a Santa Catarina, foi promotor público em Laguna entre 1910 e 1913 e inspetor escolar a partir de 1914. Colaborou com a imprensa do estado e proferiu seguidas conferências em que fazia profissão de fé monarquista, investindo, segundo Arnaldo São Tiago, contra “os descalabros da democracia” e citando a Bélgica como exemplo de eficiência do sistema monárquico.

Secretário do prefeito do Distrito Federal e presidente da Comissão de Orçamento da Prefeitura do Distrito Federal em 1930, em 1933 foi nomeado superintendente da Educação Elementar. No mesmo ano, integrava o estado-maior da Ação Social Brasileira, também conhecida como Partido Nacional Fascista. Filiou-se em seguida ao Partido Liberal Catarinense, em cuja legenda foi eleito deputado federal em outubro de 1934. Assumindo o mandato em maio do ano seguinte, tornou-se membro e presidente da Comissão de Diplomacia e Tratados da Câmara, mantendo a cadeira até o advento do Estado Novo (10/11/1937), que suprimiu as câmaras legislativas do país. Nesse meio tempo, em maio de 1937, representou seu partido na convenção que lançou a candidatura de José Américo de Almeida às eleições presidenciais previstas para o ano seguinte.

Presidente do Instituto Nacional do Mate de 1938 a 1941, em maio deste ano tornou-se conselheiro comercial do Ministério das Relações Exteriores. Representante do Brasil na Comissão Mista Comercial Brasil-Argentina, em Buenos Aires, entre março de 1942 e janeiro de 1946, dedicou-se especialmente às relações comerciais entre os dois países, participando de comissões e missões econômicas ligadas ao problema até 1953. Promovido a ministro para assuntos econômicos em novembro desse ano, tornou a cumprir missão na Argentina de março de 1956 a agosto de 1959, antes de se aposentar em fevereiro do ano seguinte.

Jornalista, foi também colaborador dos jornais A Pátria e A Gazeta, dirigiu A Noite e foi um dos fundadores do Diário de Notícias, todos no Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 1967.