DINIZ, Raimundo

Raimundo Meneses Diniz nasceu em Aracaju no dia 7 de março de 1928, filho de Godofredo Diniz Gonçalves, deputado federal por Sergipe (1947-1951 e 1953-1954) e duas vezes prefeito da capital sergipana (1935-1941 e 1963-1967), e de Dulce Meneses Diniz.

Estudou no Colégio Salesiano, no Colégio Estadual de Sergipe e, após transferir-se para São Paulo, no Colégio São Bento, na capital paulista. Ingressou em seguida na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro (então Distrito Federal), pela qual se bacharelou.

Após formar-se, foi nomeado chefe de gabinete do secretário de Segurança do estado do Rio de Janeiro, e em seguida retornou a Aracaju, onde se elegeu vereador à Câmara Municipal em 1951 na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Abriu banca de advogado na capital sergipana e foi designado procurador-geral do município. Procurador do Instituto do Açúcar e do Álcool e advogado ativo no Rio de Janeiro e em Sergipe, no pleito de novembro de 1966 elegeu-se deputado federal por seu estado na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Reeleito em novembro de 1970, em 1971 tornou-se suplente da Comissão de Orçamento, continuou membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça e foi escolhido presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Ainda em 1971 fez o curso da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), a partir de maio de 1973 tornou-se vice-líder da Arena na Câmara e em 1974 foi escolhido membro da Comissão Mista de Orçamento. Ainda em 1974, teve seu nome cogitado para candidatar-se à sucessão sergipana, figurando na lista formada por Augusto Franco, mas foi preterido e reelegeu-se deputado federal no pleito de novembro.

Na legislatura iniciada em fevereiro de 1975, foi suplente da Comissão de Finanças e continuou a integrar a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Em setembro, com a criação pela Arena da Fundação Mílton Campos para Pesquisas e Estudos Políticos, tornou-se membro do conselho deliberativo da nova entidade. Novamente reeleito em novembro de 1978, iniciou seu quarto mandato em fevereiro do ano seguinte, continuando a integrar a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Após a extinção dos partidos políticos em novembro de 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação situacionista que sucedeu à Arena. Encerrou seu mandato em janeiro de 1983.

Radicado em Brasília, entre 1983 e 1995 foi chefe de gabinete do Serviço Social da Indústria (SESI) na capital federal. Em janeiro de 2000, atuava no ramo da advocacia.

Casou-se com Amélia Franco Diniz, com quem teve sete filhos.