DITTMANN, Herbert

Herbert Dittmann nasceu em Langenberg, Vestfália, na Alemanha, no dia 3 de janeiro, de 1904, filho de Georg Dittmann, fabricante de bebidas, e de Marta Vortelboer.

Fez cursos de ciências jurídicas e políticas em faculdades da Alemanha, de Genebra, na Suíça e de Londres, bacharelando-se em direito em 1924 e doutorando-se em ciências jurídicas em 1927.

Assessor de Justiça de 1927 a 1928, ingressou no serviço diplomático alemão no ano seguinte como adido ao Ministério das Relações Exteriores, onde permaneceu até 1932. Nesse ano foi promovido a terceiro-secretário e enviado a Moscou, atuando na capital soviética até 1935. Designado em seguida para Jerusalém, na Palestina, aí serviu como vice-cônsul de 1936 a 1938. Retornou em 1939 ao Departamento de Pessoal do Ministério das Relações Exteriores, em Berlim, sendo promovido no ano seguinte a segundo-secretário. Em 1940, já em plena Segunda Guerra Mundial, alcançou o posto de primeiro-secretário, sendo então indicado para Teerã, na Pérsia, atual Irã, onde permaneceu até 1941.

No ano seguinte voltou ao Ministério das Relações Exteriores para ocupar o cargo de juiz junto ao Tribunal de Relações Exteriores, no qual permaneceu até 1943. Nesse mesmo ano foi enviado como cônsul-geral a Izmir, antiga Smyrna, na Turquia, onde serviu até 1944. Depois da derrota de seu país na guerra, em 1946 atuou como juiz na Corte Distrital de Dortmund e, desse ano até 1949, ocupou o cargo de desembargador em Hamm, ambas as cidades no setor ocidental da Alemanha. Ainda em 1949 serviu como oficial de ligação entre o governo alemão e a Alta Comissão Aliada e, em outubro desse mesmo ano, foi convocado para a Chancelaria Federal, onde permaneceu até 1951.

Nesse ano foi nomeado conselheiro e escolhido para chefiar o Departamento de Pessoal do Ministério das Relações Exteriores. Exerceu a função até 1953, quando alcançou o posto de ministro de segunda classe, sendo enviado a Hong Kong, colônia britânica em território chinês, onde permaneceu como cônsul-geral até 1958. Nesse mesmo ano retornou ao Ministério das Relações Exteriores, sendo então promovido a ministro de primeira classe. Ocupou o cargo de representante permanente do secretário-geral daquele ministério até 1959, quando foi nomeado chefe de negociações econômicas em Adis Abeba, na Etiópia, e da delegação alemã por ocasião do primeiro aniversário da revolução no Iraque.

Em outubro de 1959 foi designado embaixador no Rio de Janeiro em substituição a Gebhardt von Walther, permanecendo no cargo até janeiro de 1962, quando foi substituído por Gebhardt Seelos. Ainda nesse ano assumiu a embaixada alemã em Tóquio, aí permanecendo até 1965.

Faleceu no dia 6 de setembro de 1965.

Era casado com Gitta Kalb.